segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O produto Schumacher

Em meio a muita especulação sobre a possível volta de Michael Schumacher à F1, mais um jornal crava que ele assinou com a Mercedes. Desta vez, o periódico britânico "The Mirror" afirma que o alemão volta em 2010.

Porém, o que mais me chama a atenção nessa novela, é a quantidade de matérias relacionadas a volta do Schumi. Percebemos o quanto o "produto Michael Schumacher" ainda vende.

Mesmo afastado das pistas do circo da F1 desde 2007, o alemão, de tempos em tempos, vira notícia, seja por suas aventuras sob duas rodas, seja com algum outro projeto. E agora com a vontade de voltar, que o atacou desde o acidente de Felipe Massa na Hungria.

Na primeira tentativa, o pescoço o impediu. Mas agora a boataria parece estar ficando mais séria.

Ainda segundo o jornal inglês, Schumi receberia cerca de vinte milhões de euros para voltar. É bom lembrar que Jenson Button pediu metade do valor para continuar, Ross Brawn não quis pagar e ele foi pra McLaren. E olha que o inglês é o atual campeão do mundo.

Ai alguém pode perguntar, por que pagar tudo isso para um piloto que está aposentado e não pagar metade para o atual campeão? Simples. Michael Schumacher tem muito, mas muito mais apelo que Jenson Button. Esse investimento no alemão terá quase que um retorno garantido, para a Mercedes coisa que poderia não acontecer com o inglês. Sem falar na genialidade do heptacamepão. É nisso que a Mercedes pode apostar.

F1 para montadoras é puro marketing e ter um super campeão como Schumacher em uma delas é um sonho.

Mesmo estando fora da F1 o alemão continua sendo um grande assunto. Se ele vai voltar eu não sei, só acredito após o anúncio. Mas que isso está vendendo e deixando alguns nomes em evidência, isso está.

Lotus confirma Trulli e Kovalainen

A Lotus, mais uma das novas no grid, anunciou seus dois pilotos para 2010. Trulli e Kovalainen são os escolhidos. Nada que surpreenda, nada de extraordinário.

Trulli já era praticamente certo na equipe por suas ligações com Mike Gascoyne, diretor da equipe e com quem o italiano trabalhou em outras oportunidades.

Já Kovalainen, disponível no mercado após sua saída da McLaren, disputava uma vaga com Takuma Sato, Sua escolha aconteceu após a direção da Lotus descartar o japonês no fim de semana.

Ainda tem o malaio Fairuz Fauzy, terceiro piloto do time.

Para a Lotus, não é ruim assinar com dois pilotos que tenham certa experiência na F1. Trulli já está na categoria há treze temporadas e é reconhecidamente um bom piloto. Já Kovalainen, apesar de estar há apenas três anos na categoria, só pilotou por equipes grandes (Renault e McLaren) fato que pesa bastante.

Os dois certamente vão ajudar no desenvolvimento do bólido.

Na questão resultados, não dá pra esperar muita coisa. Aliás, nenhuma dessas novas equipes tem grandes perspectivas. Vão fazer um campeonato paralelo entre elas para saber qual será a melhor das estreantes no fim do ano. Seus resultados deverão estar muito mais condicionados ao equipamento que oferecerem e ao investimento disponível do que aos pilotos contratados. Contudo, ter pilotos experientes é de grande ajuda. Essa é uma característica cada vez mais apreciada na F1, com a constante mudança de regras.

Entretanto, não adianta ter bons pilotos se não há um equipamento bom ou dinheiro para desenvolvê-lo. E vice-versa.

Dentre as opções no mercado, os dois não eram os melhores nem os piores. Porém, a equipe pretende se valer da boa experiência de ambos para conseguir um desenvolvimento mais rápido, ainda mais amparados pelo dinheiro malaio que está por trás da equipe. Pode ser uma boa para a Lotus.

Fotos: Autosport.com

domingo, 13 de dezembro de 2009

Volta de Schumacher por Jenson Button

A novela da volta de Michael Schumacher à F1 continua dando o que falar. Os boatos aumentam e todos se sentem no direito de falar alguma coisinha, dar seu pitaco sobre o assunto. O meu está aqui.

E como já opinei sobre isso, porque um novo post? Simples. Outros andaram falando também, entre eles, o atual campeão da F1, Jenson Button.

O inglês analisa essa possível volta do heptacampeão de duas formas. A primeira como benéfica para o esporte e para a competição. Por outro lado, mostra preocupação com o risco de Schumacher ter sua imagem arranhada, caso volte e não consiga os resultados esperados por todos.

Segue uma linha de pensamento parecida com a minha.

E também afirma que não teme pela volta do alemão e que trabalha para sempre superar os melhores e Schumacher é um deles.

Em tempo, a imprensa alemã já dá como certo um acordo entre piloto e a equipe interessada, no caso a Mercedes. Segundo os bávaros, tudo está acertado e só falta a assinatura do contrato. Para eles, logo Schumi será anunciado.

Repito: só acredito quando ele for apresentado. Se for, é claro.


Foto: Autosport.com

sábado, 12 de dezembro de 2009

Projeto pirâmide

Li uma matéria no site da Autosport, disponível nesse link, que os novos promotores do WRC estão com novas ideias para a categoria crescer. E a principal delas é criar um sistema de pirâmide, que pretende dar oortunidade aos jovens começarem a gostar, se interessar e correr mais em ralis.

Em suma, a ideia é criar algumas "categorias de base" para dar chance e trabalhar novos talentos, fazendo com que em um médio período esses pilotos cheguem com um bom nível nas categorias principais do WRC, como disse o CEO de uma das organizadoras dos ralis, Neil Duncanson.

A proposta é boa, mas esbarra em algumas dificuldades. Como o próprio Duncanson disse, geralmente pilotos de ralis começam a pilotar na categoria muito tardiamente, com apenas 17 ou 18 anos. Comparado com a F1, por exemplo, o piloto começa a ter sua escola no kart, aos 8, 9 anos. Isso acontece porque, legalmente os pilotos não podem disputar ralis com uma idade inferior.

Outro fator é de que a maioria dos pilotos de rali começam no kart e sonham com a F1. O encantamento pelo rali vem depois de um tempo.

Por isso, uma das propostas é criar uma categoria nova que estimule os jovens a vir para o mundo do rali.

Só que para isso, é necessário investimento, estrutura e vontade. O último quesito, eles mostram pelo menos. Mas o difícil é conseguir os outros dois.

Repito que a ideia de se investir na base é ótima. Só que é complicado fazer qualquer coisa nesse sentido em uma categoria que precisa de mais estrutura para suportar esse planejamento especificamente. O WRC possui uma estrutura para suportar seus eventos. Mas não existe nada para que haja uma base.

Começar do zero um projeto como esse demandará tempo e investimento. Mas se for concluído, será muito bom para a categoria, que vive um boom hoje e que atrai grandes nomes. Kimi Raikkönen, por exemplo, já está lá. Valentino Rossi aparece de vez em quando, sem falar no super campeão Sebastien Loeb.

É hora de se aproveitar essa boa visibilidade do WRC para se por planos em prática e alavancar a categoria. Fico aqui na torcida.

Foto: Autosport.com

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Propostas aceitas

Após a reunião do Conselho Mundial da FIA, as mudanças propostas pelo órgão e já abordadas no blog aqui e aqui, foram aprovadas. Vocês podem conferir meus pitacos nesses posts também.

A F1 já começou com as mudanças para 2010. E mais coisas podem vir por ai.

Lucas di Grassi assina com Virgin - Manor

Eram três. Mas serão quatro. Lucas di Grassi também representará o Brasil na F1 em 2010. O piloto garantiu seu lugar na Virgin – Manor e terá sua oportunidade tão sonhada na categoria máxima do automobilismo. A informação é do site Grande Prêmio.

Acredito que di Grassi fez a escolha certa. Ele, que dependia de uma definição da Renault para cuidar de seu futuro, resolveu não esperar e assinar com uma equipe estreante. E dentre as possibilidades que tinha, acertou.

Estrear por uma equipe como a Renault daria muito mais notoriedade a ele, isso é óbvio. Por outro lado, a pressão por resultados seria imensamente maior, o que poderia atrapalhar sua carreira em caso de uma performance abaixo do esperado pela equipe.

Times como a Renault exigem resultados, mesmo que não forneçam equipamento para tal.

É só tirarmos como exemplo os dois últimos novatos que passaram pela montadora francesa. Nelsinho Piquet e Romain Grosjean foram duramente criticados pelos fracos desempenhos apresentados. No entanto, o carro nunca foi competitivo ao ponto deles mostrarem algo a mais.

Aponto também outros dois fatores que entendo como determinantes para a escolha de Lucas. A decadência da Renault, que passou a última temporada sem brigar por pódios e nem regularmente por pontos e a indecisão dos franceses em ficar ou não na F1.

Boatos dizem que o time continua, mas com outro dono.

Já na Virgin – Manor, di Grassi terá uma oportunidade boa de trabalhar com algumas pessoas que já o conhecem. Em 2005 piloto e equipe chegaram a vitória no tradicional GP de Macau de F3. Lucas já tem certa “história” na equipe, o que facilita sua adaptação.

Por lá, ele encontrará também um antigo, com quem dividirá um lugar na escuderia. Timo Glock e di Grassi disputaram ponto a ponto o título de 2007 na GP2. O alemão levou vantagem e já está a dois anos na F1. Já tem experiência. E Lucas pode se aproveitar dela para evoluir também.

Não dá pra esperar grandes apresentações dele nesse primeiro ano. Será uma temporada de aprendizado e desenvolvimento de suas habilidades. Crescer junto com a equipe, essa deve ser a meta.

Se conseguir bons resultados, quem sabe não pinte algo melhor para ele em 2011.

Boa sorte Lucas.

Foto: Autosport.com

Mais uma lista

E mais uma daquelas famosas listas de melhores pilotos de todos os tempos pipocou na rede nessa semana. Dessa vez, quem a elaborou foi a revista inglesa Autosport.

No entanto, essa lista foi feita exclusivamente por pilotos. Não teve o pitaco de jornalistas ou fãs. E dessa vez Ayrton Senna foi o vencedor da disputa.

Foram entrevistados 217 pilotos que passaram pela categoria para chegar ao veredicto. Cada um deles elegeu seus dez melhores da história.

Confira a lista.

1. Ayrton Senna
2. Michael Schumacher
3. Juan Manuel Fangio
4. Alain Prost
5. Jim Clark
6. Jack Stewart
7. Nick Lauda
8. Stirling Moss
9. Fernando Alonso
10. Gilles Villeneuve
11. Nigel Mansell
12. Emerson Fittipaldi
13. Nelson Piquet
14. Jochen Rindt
15. Mika Hakkinen
16. Alberto Ascari
17. Lewis Hamilton
18. Jack Brabham
19. Ronnie Peterson
20. Mario Andretti
21. Graham Hill
22. Kimi Raikkönen
23. John Surtees
24. James Hunt
25. Keke Rosberg
26. Sebastian Vettel
27. Jose Froilan Gonzalez
28. Dan Gurney
29. Francois Cevert
30. Jenson Button
31. Alan Jones
32. Giuseppe Farina
33. Phil Hill
34. Carlos Reutemann
35. Stefan Bellof
36. Clay Regazzoni
37. Gerhard Berger
38. Jean Behra
39. Riccardo Patrese
40. Jacky Ickx

Outra lista, outra polêmica. Cada um tem sua preferência, cada piloto entrevistado viu algo diferente. Por isso os pilotos mais atuais, da década de 70 pra cá, lideram a pesquisa.

Acredito que isso tenha a ver com a popularização da categoria nesse período.

Para se ter uma ideia, dos vinte primeiros da lista, só quatro correram antes da década de 70. E todos são míticos, foram ídolos da geração sucessora.

Assim como Senna, Schumacher, Lauda, Prost e Stewart são ídolos de uma geração um pouco mais jovem e que deve ter sido a maioria dos entrevistados.

Na lista, alguns nomes também surpreendem muito ter aparecido como Sebastian Vettel e Jenson Button. Até Lewis Hamilton e Fernando Alonso chegam a surpreender pelas posições que ocupam.

Entre os primeiros, nenhuma novidade. Sempre, em qualquer lista que se faça, os cinco primeiros serão sempre esses que foram votados. Só vão alterar a ordem, dependendo da lista e de quem avalia. Senna, Schumacher, Fangio, Prost e Clark são unanimidades.

Listas são listas. Quem sabe até o fim do ano não faço um top 20 dois maiores pilotos da história. Está ai, uma ideia que posso colocar em prática.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Propostas

A FIA, em reunião de sua Comissão de F1, fez uma proposta para mudar o sistema de pontuação da categoria, já para a próxima temporada. O motivo alegado é o aumento no número de equipes no grid.

Com isso, o sistema em que atualmente os oito primeiros pontuam (10, 8, 6, 5, 4, 3, 2, 1) passaria a comtemplar os dez primeiros colocados. Os pontos distribuídos também aumentarim. O vencedor passaria a receber 25 pontos o segundo 20, o terceiro 15 o quarto 10 e assim por diante.

A definição do tema deverá sair na próxima sexta-feira no Conselho Mundial.

Não achei essa uma medida ruim. Com mais carros no grid, entendo que mais pilotos deveriam pontuar. Mas o mais interessante é a diferença entre os quatro primeiros. O que hoje varia entre dois e um ponto, passaria a variar em cinco, o que tira o comodismo de um piloto em apenas administrar uma vantagem e o faz ser mais combativo.

Quem deve estar feliz com a proposta é o tio Bernie.

Em tempo, Martin Whitmarsh é o novo representante da FOTA. Ele será o responsável por liderar a Associação durante o próximo ano, sucedendo Luca di Montezemolo. Os outros dois cargos da FOTA serão Chris Horner, que falará pela parte esportiva e Ross Brawn na parte técnica.

As chuvas e a Indy

Pois é, São Paulo viveu dias de caos nessa semana, após as chuvas constantes que caíram sobre a cidade. Vários pontos de alagamento, trânsito caótico e muita reclamação da população paulistana. E com toda a razão.

Enquanto isso, o governo paulista dizia que a situação estava sob controle e que a maior culpada de todo esse transtorno era a chuva.

Sim, choveu muito mais do que o esperado para quatro dias em São Paulo. Nessa semana, caiu na região quase a metade de toda a precipitação esperada para o mês de dezembro. Porém, usar a chuva como desculpa para incompetência é demais.

Faltam investimentos na área. Muitos investimentos por sinal. Mas também falta atitude de nossos governantes em querer mudar a situação. Uma cidade do porte de São Paulo não pode ter problemas como esses. É só ameaçar chover para que a cidade entre em alerta. E quando chove...

Bom, chego agora no ponto onde eu queria e que envolve automobilismo. No dia 14 de março, teremos a abertura da Indy, nas ruas de São Paulo. E historicamente, o mês de março é o que sofre com as chuvas. Ai eu pergunto: o que fazer em uma situação dessas?

Restam apenas quatro meses para a realização da prova e se a situação não for mudada, temo por um vexame histórico da cidade. Em um quadrimestre, São Paulo terá de se adequar, de alguma forma, para não proporcionar um episódio grotesco, bizarro, como esse, no dia da corrida e se tornar piada mundial.

Serão necessárias obras para evitar alagamentos, fora as obras de montagem do traçado e estrutura.

O local ainda não foi escolhido, mas tudo indica que o circuito deverá ser montado na região do Sambódromo do Anhembi, utilizando assim uma parte da marginal Tietê, um dos pontos mais críticos em épocas chuvosas.

Se não houver seriedade de nossos governantes em relação a melhorias, o risco de vexame é grande. A não ser que já tenham combinado com São Pedro uma folga nesse fim de semana, ou que exista um plano B e que seja realizada a primeira corrida de submarinos da história da categoria.

Continuo favorável a Indy aqui em São Paulo, acho uma boa para o país e para a cidade. Mas que essa prova seja bem feita, para que exista possibilidade de outras etapas serem realizadas aqui. Se fizer por fazer vai ser deprimente.

Foto: Ultimo Segundo

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Brasil não encerra temporada 2010

Vejo no blog do Ico que Interlagos não deverá mais fechar a temporada 2010 da F1, como dizia o pré-calendário divulgado em setembro pela FIA.

Os fatores apontados pelo Ico são os interesses comerciais, já que muitas equipes tem contratos de patrocínios com empresas árabes e por questões de logística também.

A troca das etapas não acontecerá também simplesmente trocando a data de ambas. A prova em Abu Dhabi aconteceria no dia 31 de outubro. Mudando a ordem das provas, o GP Brasil coincidiria com o segundo turno das eleições por aqui. Dessa maneira, o mais provável, segundo o Ico, é que as provas sejam empurradas por mais uma semana, com o GP Brasil sendo realizado no dia 7 de novembro e o GP de Abu Dhabi no dia 21.

Porém, o Ico ainda conseguiu algumas outras informações e que se forem confirmadas, podem mudar ainda mais o calendário. Segundo ele, muita gente não acredita que o circuito de Yeongam, na Córeia do Sul fique pronto, o que adiaria a prova por um ano. Assim, o dia 17 de outubro, previamente agendado para receber a prova de estréia do país asiático, poderia receber o GP Brasil e o GP de Abu Dhabi seria mantido no dia 31 de outubro, mas fechando a temporada.

História complicada essa. Para o Brasil, fechar ou não a temporada não é tão relevante. Nos últimos anos Interlagos tem sido a sede das decisões e isso é legal para o país e para a prova. Traz notoriedade mundial. Mas ninguém garante que o campeonato será decidido na última corrida. Nesse ano mesmo tivemos uma prova disso, com Button sendo campeão aqui, na penúltima prova.

Um campeonato pode ser decidido na última, na penúltima ou na antepenúltima prova. Ou até antes. É claro que todos gostam de ver decisões como a de 2008, na última curva da última prova, mas isso nem sempre é possível. Torço por uma boa prova no Brasil. Se o campeonato for decidido aqui, muito bom. Se não, bom também.

Só tenho receio de uma decisão com uma prova chata no belo circuito de Abu Dhabi... Mas se acontecer, paciência!


Foto: Autosport.com