quarta-feira, 22 de maio de 2013

Capacetes de Mônaco

Eis que começam a surgir os primeiros capacetes especialmente desenhados para aquela que é a mais charmosa das etapas da F1, o GP de Mônaco. Abaixo, seguem os primeiros modelos que já foram mostrados (e que eu vi). Este post deverá ser atualizado algumas vezes ao longo desta quarta e, possivelmente, desta quinta-feira. Vamos lá.

Fernando Alonso


Fernando Alonso utilizou o twitter para mostrar seu capacete especialmente desenhado para o GP de Mônaco
Aqui, uma montagem com o casco do bicampeão sob vários ângulos. Capacete tem detalhes dourados e brancos e possui algumas peças em estilo quebra cabeça que remetem às 32 vitórias do espanhol nas partes laterais e traseira. Na parte superior, a mesma arte com um mapa mundi. Interessante e bonito

Lewis Hamilton


Por meio de seu Instagram, Lewis Hamilton mostrou seu capacete com um grafite que mostra ele, sua namorada Nicole Scherzinger e seu cão Roscoe dando um passeio pelo principado

Sergio Perez


No ano passado, Sergio Perez homenageou o ator Roberto Gomez Bolaños, o Chaves, em seu capacete. Neste ano, o piloto mexicano aderiu à jogatina dos cassinos da região

Romain Grosjean


Assim como Sergiio Perez, Romain Grosjean também parece ter se encantado com os cassinos monegascos e  também mostrou um casco com um desenho nessa linha

Daniel Ricciardo


Daniel Ricciardo também apresentou seu casco. O australiano vai utilizar um capacete com a parte superior branca e com o nome Mônaco grafado em vermelho
Na parte inferior predomina o azul da Red Bull e alguns detalhes em outras cores (algo que lembra a bandeira da Austrália na parte frontal). Destaque para uma foto do principado colocada no entorno do capacete

Acho que daqui a pouco veremos mais pilotos anunciando seus capacetes para a prova. É só aguardar.

Atualizando I

Jean-Eric Vergne


Mais um piloto que mostrou seu capacete para o GP de Mônaco foi o francês Jean-Eric Vergne, que aproveitou a deixa para homenagear outro piloto do país, François Cevert, dono de uma vitória na categoria, no GP dos EUA de 1971, em Watkins Glen. Coincidentemente, Cevert morreu dois anos depois na mesma pista em que venceu, durante os treinos

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terça-feira, 21 de maio de 2013

Mostrando serviço

Depois de começar devagar o ano, apesar do carro ruim que tem em mãos, e de sofrer as primeiras criticas no novo time, tema que rendeu este post aqui, o mexicano Sergio Perez parece começar a agradar à cúpula da McLaren, em especial seu chefe direto, Martin Whitmarsh. Em entrevista à Autosport, o comandante do time inglês disse que o jovem mexicano começou a mostrar as qualidades pelas quais foi escolhido para substituir Lewis Hamilton.

Entre outras coisas, Whitmarsh elogiou seu pupilo e destacou que ele vem fazendo um bom papel até aqui, apesar de sua juventude e das dificuldades que o time vem enfrentando com o MP4/28. Abaixo algumas das declarações.


"Checo está mostrando a inteligencia e o ritmo natural que vimos nele antes. Sua confiança está crescendo. Ele é muito jovem e relativamente inexperiente. Se colocar na assustadora posição de ser um piloto da McLaren, especialmente quando não lhe entregamos um bom carro, traz uma enorme pressão. Ele ainda tem muito a aprender, ele está a mais de uma década atrás de Jenson (Button) e você não adquire (essa experiência) da noite para o dia. Mas eu acho que ele está trabalhando na direção correta"

Martin Whitmarsh

Realmente, depois daquela primeira 'chamada de atenção', no pós GP da China, Perez vem mostrando evolução em seu desempenho. Nas duas corridas posteriores, no Bahrein e na Espanha, ele foi bem melhor se comparado às três etapas de abertura. No Oriente Médio, se classificou mal, mas terminou a prova com um sólido sexto lugar, à frente de seu companheiro. Aliás, o mexicano foi um dos grandes destaques daquele GP, protagonizando boas disputas com Button. Já em solo hispânico, o piloto do carro número 6 chegou ao Q3, superando Button, e voltou a marcar pontos. Nessas duas etapas, foram dez pontos, contra apenas dois das três primeiras.

A melhora mostra que o mexicano vai, aos poucos, se adaptando à nova realidade de piloto de time grande e à pressão que existe por lá. Continuo afirmando que acho Perez bom piloto e que com o passar do tempo ele deverá conquistar resultados mais sólidos. É bom lembrar que Checo tem apenas 23 anos e ainda vai aprender muito na categoria. A McLaren tem de ter um pouco mais de paciência com ele, para acabar não queimando-o. E pelo discurso, acredito que o time de Woking dará um certo tempo para que Perez mostre se é merecedor ou não da vaga que ocupa. Até porque, não dá para cobrar muito, visto o carro que deram para seus pilotos...
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domingo, 19 de maio de 2013

Bump Day define restante do grid para 500 Milhas de Indianapolis

Neste domingo, foram definidas as últimas vagas restantes para as 500 Milhas de Indianapolis no Bump Day. Dez pilotos disputaram as nove vagas que ainda estavam em aberto para a mais tradicional etapa do automobilismo norte-americano, o que significava que apenas um deles ficaria de fora da festa. Pior para o mexicano Michel Jourdain Jr., que marcou o pior tempo e não alinhará no dia 26 com o terceiro carro da RLL.

Desde o início da sessão, o veterano mexicano deu pinta de que não conseguiria se classificar. Sem conseguir um bom acerto para seu bólido, Jourdain manteve médias baixas de velocidade (se é que 217 mph é baixa) e ficou longe de encontrar um lugar entre os 33 que participam da corrida. Como em Indianapolis quem se classifica é o carro e não o piloto, a RLL até tentou, com Graham Rahal, alguma coisa. Porém, o americano ainda foi pior que o companheiro e o sonho do terceiro carro do time no grid não se concretizou.

Sem tantos riscos de se ficar de fora da prova, os outros pilotos focaram a maior parte de seus esforços em praticas para encontrar o melhor ajuste para a corrida e não tanto na briga para se estabelecer no grid. A sessão contou também com pilotos que já haviam se classificado, fazendo seus últimos testes. Quanto ao grid, o melhor classificado hoje foi Josef Newgarden, que abre a nona fila do grid, na 25ª posição.

Um marco desta edição das 500 Milhas de Indianapolis é a participação de quatro mulheres na prova, recorde igualado ao de 2011 e com as mesmas representantes. A suíça Simona de Silvestro, 24ª no grid, já tinha se garantido ontem. Hoje, foram as vezes da brasileira Bia Figueiredo, 29ª, da americana Pippa Mann, em 30ª, e da inglesa Katherine Legge, que entrou apenas na disputa do Bump Day pela Schmidt, com a última vaga, em 33ª.

Grid de largada das 500 Milhas de Indianapolis

1º. Ed Carpenter (EUA/Carpenter-Chevrolet)
2º. Carlos Muñoz (COL/Andretti-Chevrolet)
3º. Marco Andretti (EUA/Andretti-Chevrolet)
4º. Ernesto Viso (VEN/Andretti-Chevrolet)
5º. A. J. Allmendinger (EUA/Penske-Chevrolet)
6º. Will Power (AUS/Penske-Chevrolet)
7º. Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti-Chevrolet)
8º. Hélio Castroneves (BRA/Penske-Chevrolet)
9º. James Hinchcliffe (CAN/Andretti-Chevrolet)

10º. J. R. Hildebrand (EUA/Panther-Chevrolet)
11º. Alex Tagliani (CAN/BHA-Honda)
12º. Tony Kanaan (BRA/KV-Chevrolet)
13º. Oriol Servià (ESP/Panther DRR-Chevrolet)
14º. Justin Wilson (ING/Dale Coyne-Honda)
15º. Sébastien Bourdais (FRA/Dragon-Chevrolet)
16º. Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi-Honda)
17º. Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi-Honda)
18º. Takuma Sato (JAP/A. J. Foyt-Honda)
19º. Charlie Kimball (EUA/Chip Ganassi-Honda)
20º. James Jakes (ING/RLL-Honda)
21º. Simon Pagenaud (FRA/Schmidt Hamilton-Honda)
22º. Townsend Bell (EUA/Panther-Chevrolet)
23°. Ryan Briscoe (AUS/Chip Ganassi-Honda)
24º. Simona de Silvestro (SUI/KV-Chevrolet)

25º. Josef Newgarden (EUA/Fisher Hartman-Honda)
26°. Graham Rahal (EUA/RLL-Honda)
27°. Sebastián Saavedra (COL/Dragon-Chevrolet)
28°. Tristan Vautier (FRA/Schmidt Peterson-Honda)
29°. Bia Figueiredo (BRA/Dale Coyne-Honda)
30°. Pippa Mann (ING/Dale Coyne-Honda)
31°. Conor Daly (EUA/A. J. Foyt-Honda)
32°. Buddy Lazier (EUA-Lazier-Chevrolet)
33°. Katherine Legge (ING/Schmidt Peterson-Honda)

Não se classificou

Michel Jourdain Jr. (MEX/RLL-Honda)
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Pedrosa aproveita pista molhada e vence em Le Mans

Em Le Mans, tudo se encaminhava para que Marc Marquez e Jorge Lorenzo protagonizassem uma boa disputa pela vitória da quarta etapa do mundial de MotoGP. Os dois espanhóis  que se estranharam no último GP, exatamente na Espanha, partiam das duas primeiras posições do grid. Contudo, a esperada briga pela vitória, aconteceu apenas pela sétima posição. Isso porque a chuva deu o ar da graça no circuito francês, trazendo para a corrida um tom de imprevisibilidade. Melhor para Dani Pedrosa, que soube se aproveitar melhor das condições adversas para vencer.

Pedrosa acabou sendo quem mais se beneficiou com as condições de pista molhada, como já era previsto para o domingo. Partindo do sexto posto, o piloto da Repsol Honda logo apareceu em terceiro, sempre se aproveitando de suas boas largadas. E não demorou muito para que o atual vice-campeão ultrapassasse Jorge Lorenzo, segundo naquele ponto. A partir daí, Dani iniciou uma pequena perseguição a Andrea Dovizioso, grande nome do começo da corrida, tendo pulado de terceiro para primeiro na partida.
Largada da MotoGP aconteceu com pista molhada. Pior para Marquez, que da pole caiu para o oitavo lugar
Pedrosa não demorou muito para chegar no italiano e iniciar uma bela disputa. Passou, levou o 'X', e tornou a superar o ex-companheiro, hoje na Ducati. O espanhol assumia ali a ponta, para começar a abrir uma boa vantagem. Mas o traiçoeiro asfalto molhado de Le Mans pregou uma peça no piloto da moto 26. Quando parecia ter controlado a prova, Pedrosa passou reto e acabou voltando ao segundo lugar, logo atrás de Dovizioso. E novamente ele teve de partir para cima do piloto da Ducati, em busca da liderança. Mas dessa vez, sem dar sopa para o azar. No décimo giro, Dani passou o italiano para não mais perder a posição.

Daí em diante, foi só saber administrar a vantagem sobre o piso de Le Mans, que foi secando a medida que a prova tinha andamento, facilitando um pouco o seu trabalho. No fim, Pedrosa ainda deu uma diminuída no ritmo, a fim de evitar qualquer tipo de problema, para vencer pela segunda vez no ano e ainda de forma consecutiva, já que triunfou em casa há duas semanas. De quebra, assumiu a liderança do mundial. Foi um dos grandes nomes da corrida, sem duvida.

No segundo lugar ficou o inglês Cal Crutchlow, da Tech 3, outro a fazer uma bela corrida. Mesmo com uma largada não tão boa, que o fez cair de quarto para sexto, o britânico soube se recuperar no traiçoeiro asfalto molhado, pilotando de forma agressiva o tempo todo. Assim, conseguiu ultrapassagens importantes em Bradl, Lorenzo, Rossi e Dovizioso, o que lhe alçou ao segundo lugar. Não houve tempo para que ele caçasse Pedrosa, porém, o resultado deste domingo foi bastante significativo para ele, que cresce cada vez mais na categoria.
Andrea Dovizioso assumiu a primeira posição após a largada e foi perseguido por Pedrosa e por Lorenzo no início
Completou o pódio um MONSTRO chamado Marc Marquez. Pole e favorito antes da prova, o menino espanhol viu sua corrida quase ir por água abaixo (literalmente) logo na largada. O agora ex-líder do mundial partiu de forma bisonha, perdendo diversas posições e caindo para o oitavo posto. Ainda nas primeiras voltas, ele cometeu alguns pequenos erros, que pareciam prenuncio de um péssimo dia. Entretanto, aos poucos as coisas se normalizaram para ele. E aí vimos o jovem gênio trabalhar.

Marquez foi agressivo o tempo todo também e com isso conseguiu descontar a grande diferença que lhe foi imposta por contas das péssimas voltas iniciais que fez. Com o decorrer da prova e a melhora nas condições de pista, ele foi chegando nos adversários. Passou por Lorenzo e Hayden e se beneficiou das quedas de Bradl e Rossi para ser alçado ao quarto posto. E nas voltas finais, ele conseguiu chegar e ultrapassar, de maneira arrojada, Andrea Dovizioso, garantindo seu lugar no pódio. Mais alguma voltas e acredito que seria possível ele passar por Crutchlow também. Mas o terceiro lugar ficou de grande tamanho para esse piloto que, prova após prova, se mostra cada vez mais genial. Um desempenho formidável.

Andrea Dovizioso foi o quarto. E o italiano merecia melhor sorte, pois fez uma grande prova. Com a fraca moto da Ducati, Dovi liderou por algumas voltas e foi um grande adversário para Pedrosa enquanto pôde. Fez também uma bela corrida, sempre estando entre os três primeiros até perder o posto para Marquez, que possui um equipamento melhor. Foi uma grande corrida do italiano. Pena que ele não pôde levar sua moto ao pódio. Aliás, desde o GP de Misano, com Rossi, a montadora italiana não vai ao pódio. Na oportunidade, o Doutor foi o segundo. Nicky Hayden foi o quinto, também fazendo uma prova bem consistente.
Vencedor da etapa, Dani Pedrosa superou as Yamahas de Lorenzo e Rossi. Equipe japonesa teve um domingo ruim
Já a equipe de fábrica da Yamaha teve um domingo para esquecer. Jorge Lorenzo, segundo no grid, até começou bem, mas logo perdeu rendimento e foi presa fácil para quem vinha atrás. O prejuízo ainda poderia ter sido maior para o bicampeão, porém as quedas de Rossi e Bradl fizeram com que o espanhol fosse o sétimo. Essa foi a primeira prova, desde Indianapolis em 2011, que Lorenzo não completa uma corrida no pódio. Aliás, Rossi poderia ter salvo um pouco a barra da equipe. Vinha em condições de alcançar um pódio mas caiu na volta 17 e voltou lá atrás. O mesmo aconteceu com Bradl. No fim, o italiano foi o 12° e o alemão o 10°.

Entre as motos CRT, Aleix Espargaró, em 13°, foi o melhor.

Resultado Final

1º. Dani Pedrosa (ESP/Honda) 28 voltas em 49min17s707
2º. Cal Crutchlow (ING/Tech 3 Yamaha) a 4s863
3º. Marc Márquez (ESP/Honda) a 6s949
4º. Andrea Dovizioso (ITA/Ducati) a 10s087
5º. Nicky Hayden (EUA/Ducati) a 18s471
6º. Álvaro Bautista (ESP/Gresini Honda) a 23s561
7º. Jorge Lorenzo (ESP/Yamaha) a 27s961
8º. Michele Pirro (ITA/Pramac Ducati) a 40s775
9º. Bradley Smith (ING/Tech 3 Yamaha) a 41s407
10º. Stefan Bradl (ALE/LCR Honda) a 1min00s995
11º. Andrea Iannone (ITA/Pramac Ducati) a 1min05s110
12º. Valentino Rossi (ITA/Yamaha) a 1min16s368
13º. Aleix Espargaró (ESP/Aspar ART-Aprilia) a 1min24s200
14º. Danilo Petrucci (ITA/Ioda Suter-BMW) a 1min25s726
15º. Karel Abraham (TCH/Cardion Ducati) a 1min32s111
16º. Colin Edwards (EUA/Forward FTR-Kawasaki) a 1min40s602
17º. Michael Laverty (IRN/Paul Bird PBM-Aprilia) a 1 volta
18º. Héctor Barberá (ESP/Avintia FTR-Kawasaki) a 1 volta
19º. Hiroshi Aoyama (JAP/Avintia FTR-Kawasaki) a 1 volta

Abandonaram  

Yonny Hernández (VEN/Paul Bird Aprilia) na volta 20
Randy de Puniet (FRA/Aspar ART-Aprilia) na volta 15
Lukás Pesek (TCH/Ioda Suter-BMW) na volta 15
Claudio Corti (ITA/Forward FTR-Kawasaki) na volta 7
Bryan Staring (AUS/Gresini FTR-Honda) na volta 2

Moto 2 e Moto 3


Na Moto 2, Scott Redding venceu e pôs fim ao domínio espanhol que se apoderou das três classes. Em doze provas, juntando MotoGP, Moto 2 e Moto 3, foram onze vitórias dos hispânicos. Por isso, o triunfo o britânico acaba sendo significativo. Ainda mais se levarmos em consideração que ele é um dos grandes favoritos ao título da classe nesse ano. Aliás, o pódio da Moto 2 não teve a presença de espanhóis. Mika Kallio foi o segundo e Xavier Simeon o terceiro. O melhor espanhol ao término da prova foi Julian Simon, em oitavo. Pol Espargaró foi o 20° e Nico Terol não completou. Os dois são dos principais favoritos ao título.

Pela Moto 3, Maverick Viñales foi o vencedor da etapa e se isolou na liderança do mundial de sua classe. E nessa sim, tivemos o já famoso domínio espanhol no pódio, que contou ainda com Alex Rins e Luis Salom. Aliás, o campeonato entre esses três pilotos será muito disputado, como foi a prova de hoje. O trio disputou a primeira posição do início ao fim e menos de dois segundos separaram a trinca na bandeirada final. Já o brasileiro Eric Granado foi o 24°, uma volta atrás do líder, graças a uma queda. 

Fotos: MotoGP.com
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sábado, 18 de maio de 2013

Ed Carpenter surpreende e larga na pole das 500 milhas de Indianapolis

O vencedor da última etapa de 2012, no oval de Fontana, largará na pole position da mais tradicioonal prova da Indy, as 500 milhas de Indianapolis. Surpreendendo as favoritas Penske, Andretti e Ganassi, Ed Carpenter foi o grande nome do pole day e partirá sem ver ninguém a sua frente na corrida do dia 26. Essa é a segunda vez que o piloto, natural de Indianapolis, marca uma pole na categoria. A primeira havia sido em Kentucky, no ano de 2011.

A pole do piloto que corre por sua própria equipe acabou derrubando os prognósticos de muita gente. Pelo que fizeram nos treinos livres durante a semana, Andretti e Penske eram as grandes favoritas a dominarem as primeiras filas do grid, assim como a Ganassi, que sempre tem condições de estar em uma posição de destaque. Porém, Carpenter se enfiou no meio das grandes durante o top 9 e levou a melhor.
Carpenter foi a grande surpresa do Pole Day em Indianapolis e desbancou os favoritos da Andretti e da Penske
Carpenter acabou, talvez, ajudado por conta da chuva que caiu sobre a pista pouco antes dos trabalhos serem abertos. Isso acabou apertando o cronograma da sessão e deixando a pista em condições de menor aderência. Contudo, isso não desmerece o trabalho feito por Ed e por sua equipe. Pelo contrário. Ele soube ler muito bem essa nova condição e chegou a um acerto equilibrado para seu carro. Além disso, conseguiu voltas consistentes. O norte-americano foi quase três décimos mais veloz que o segundo colocado, em sua tentativa, que consistia em quatro voltas. Grande desempenho.

Mesmo sem terem colocado um carro na liderança, Andretti e Penske naõ deixaram de dominar o pole day. Isso porque as oito posições restantes do top 9 ficaram com os carros das duas equipes, cinco da Andretti e três da Penske. Na primeira fila, ao lado de Carpenter, partem o rookie colombiano Carlos Muñoz, que passou a semana surpreendendo a todos com sua velocidade, tendo liderado duas sessões de treinos, e o herdeiro da equipe, Marco Andretti. Na segunda fila, vemos mais um carro da Andretti, guiado por E. J. Viso, e os dois primeiros bólidos da Penske, conduzidos por A. J. Allmendinger e por Will Power. Já na terceira linha aparecem o atual campeão, Ryan Hunter-Reay, o três vezes vencedor da prova, Helio Castroneves, melhor brasileiro no grid, e o vencedor da São Paulo Indy 300 James Hinchcliffe.

O quase vencedor da etapa em 2011, J. R. Hildenbrand larga em décimo, abrindo a quarta fila. E ver o norte-americano nesta posição traz um dado interessante para a prova. Todos os carros das dez primeiras posições utilizam motores Chevrolet. O primeiro bólido equipado com um motor Honda aparece no 11° posto, pilotado por Alex Tagliani, do time de Bryan Herta. Tony Kanaan fecha a quarta fila.
Carpenter comemora sua pole em Indianapolis com membros de sua equipe. Essa é a segunda pole do piloto na Indy
A quinta fila é composta apenas por pilotos europeus, com o espanhol Oriol Servia em 13°, o inglês Justin Wilson em 14° e o francês Sebastien Bourdais em 15°. Já os dois principais carros da Ganassi aparecem apenas na sexta fila, com Scott Dixon em 16° e Dario Franchitti em 17°. Junto deles estão o líder do campeonato, Takuma Sato. Completam a sétima e a oitava filas, Charlie Kimball, James Jakes, Simon Pagenaud, Townsend Bell, Ryan Briscoe e Simona de Silvestro, nesta ordem. Estes 24 pilotos já estão garantidos para a prova, nestas posições.

Outros dez pilotos irão para o Bump Day, disputado neste domingo, que decidirá quem irá disputar a prova. Restam nove vagas em jogo, ou seja, apenas um desses pilotos ficará de fora da prova. A brasileira Bia Figueiredo, que não teve um bom desempenho, está nesta lista.

Grid de largada (24 primeiros)

1º. Ed Carpenter (EUA/Carpenter-Chevrolet) 2min37s3689
2º. Carlos Muñoz (COL/Andretti-Chevrolet) 2min37s6581
3º. Marco Andretti (EUA/Andretti-Chevrolet) 2min37s7139
4º. Ernesto Viso (VEN/Andretti-Chevrolet) 2min37s7907
5º. A. J. Allmendinger (EUA/Penske-Chevrolet) 2min37s8264
6º. Will Power (AUS/Penske-Chevrolet) 2min37s8342
7º. Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti-Chevrolet) 2min37s9614
8º. Hélio Castroneves (BRA/Penske-Chevrolet) 2min38s0596
9º. James Hinchcliffe (CAN/Andretti-Chevrolet) 2min38s5411

10º. J. R. Hildebrand (EUA/Panther-Chevrolet) 2min38s2830
11º. Alex Tagliani (CAN/BHA-Honda) 2min38s3209
12º. Tony Kanaan (BRA/KV-Chevrolet) 2min38s6260
13º. Oriol Servià (ESP/Panther DRR-Chevrolet) 2min38s7206
14º. Justin Wilson (ING/Dale Coyne-Honda) 2min39s0318
15º. Sébastien Bourdais (FRA/Dragon-Chevrolet) 2min39s1543
16º. Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi-Honda) 2min39s1808
17º. Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi-Honda) 2min39s2434
18º. Takuma Sato (JAP/A. J. Foyt-Honda) 2min39s3681
19º. Charlie Kimball (EUA/Chip Ganassi-Honda) 2min39s3768
20º. James Jakes (ING/RLL-Honda) 2min39s4268
21º. Simon Pagenaud (FRA/Schmidt Hamilton-Honda) 2min39s5219
22º. Townsend Bell (EUA/Panther-Chevrolet) 2min39s5438
23°. Ryan Briscoe (AUS/Chip Ganassi-Honda) 2min39s8117
24º. Simona de Silvestro (SUI/KV-Chevrolet) 2min39s8398

Pilotos que participarão do Bump Day 

Josef Newgarden (EUA/Fisher Hartman-Honda) 2min39s8507
Graham Rahal (EUA/RLL-Honda) 2min39s9009
Bia Figueiredo (BRA/Dale Coyne-Honda) 2min39s9166
Tristan Vautier (FRA/Schmidt Peterson-Honda) 2min40s8482
Sebastián Saavedra (COL/Dragon-Chevrolet) 2min40s2450
Pippa Mann (ING/Dale Coyne-Honda) 2min41s3241
Buddy Lazier (EUA-Lazier-Chevrolet) 2min41s3820
Michel Jourdain Jr. (MEX/RLL-Honda) 2min43s2940
Conor Daly (EUA/A. J. Foyt-Honda) sem tempo
Katherine Legge (ING/Schmidt Peterson-Honda)

Fotos: IndyCar.com
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Marquez marca a pole em Le Mans

Se há um nome de destaque nesse início de temporada da MotoGP, esse alguém se chama Marc Marquez. E o novato mostrou novamente porque é o grande piloto desta temporada até aqui. O espanhol da Repsol Honda irá largar na pole position da quarta etapa do campeonato, em Le Mans, França, sua segunda pole na MotoGP. E parte como principal favorito à vitória amanhã.

Marquez acabou superando na classificação aquele que parece ser seu principal rival neste ano, o compatriota Jorge Lorenzo, com quem teve um polemico toque na última curva do GP da Espanha, em Jerez, há duas semanas. Na oportunidade, Marquez fez a ultrapassagem no rival, garantindo o segundo lugar. No Parc Femme, o novato foi tentar se explicar mas recebeu a negativa do bicampeão. Apenas 0s030 separaram os tempos dos dois na França.

Um detalhe que me parece importante para destacar a boa forma do atual campeão da Moto 2. O clima em Le Mans está muito instável neste fim de semana. As temperaturas, tanto do ambiente quanto da pista estão baixas - e até chove em certos momentos - tanto que muitos pilotos vêm tendo problemas de aderência. Com isso, muitas quedas e escapadas estão acontecendo. Marquez foi vítima disso no último treino livre. Uma queda acabou danificando sua moto principal e ele teve de utilizar seu equipamento reserva na classificação. E ainda assim marcou a pole. Prova de que ele tem um bom acerto em mãos e teve tempo de usa-lo em outra moto.
Marc Marquez marcou sua segunda pole na MotoGP neste sábado, em Le Mans. Espanhol lidera o mundial
A mesma 'sorte' não acompanhou seu companheiro, Dani Pedrosa. O vencedor da última etapa também precisou usar sua moto reserva na tomada de tempos. Contudo, sua queda aconteceu nos minutos iniciais do Q2, o que fez com que ele perdesse muito tempo e não encontrasse o acerto ideal em tão pouco tempo. Com isso, o espanhol parte apenas do final da segunda fila, na sexta colocação.

Situação semelhante vivem os pilotos da Yamaha, porém, sem quedas para nenhum dos dois lados. Jorge Lorenzo foi bem e é o segundo no grid, como já foi citado. O bicampeão andou bem, mas não o suficiente para superar Marquez. No entanto, parte de um bom lugar, de onde deverá travar um bom embate com o adversário. Aliás, a largada poderá ser um ponto chave na disputa que deve ser intensa entre os dois. Por outro lado, Valentino Rossi teve uma sessão apática. O italiano não conseguiu extrair o melhor de sua M1 e parte apenas do oitavo posto. No ano passado, ainda pela Ducati, ele também não se classificou tão bem, porém fez uma grande prova, terminando em segundo, aproveitando-se das condições climáticas adversas.

Surpreendente foi o ótimo desempenho de Andrea Dovizioso com a Ducati. O italiano fecha a primeira fila com a terceira posição. E comparando seu desempenho com o de seu experiente companheiro, Nicky Hayden, 10° no grid, Dovizioso fez uma classificação espetacular.

O equilibrio também marcou a sessão. Entre o terceiro, Dovizioso, e o sexto, Pedrosa, apenas 0s033 de distância. Entre os dois largam o britânico Cal Crutchlow, da Tech 3, e o alemão Stefan Bradl, da LCR. Alvaro Bautista abre a terceira fila, em sétimo, à frente de Rossi e Bradley Smith. Junto de Hayden, na quarta fila, aparecem os dois pilotos da Aspar ART, Aleix Espargaró, em 11° e Randy de Puniet, em 12°. Ambos estão à frente das motos Pramac, clientes da Ducati, pilotadas por Andrea Iannone e Michele Pirro. Prova da evolução dos modelos CRT, que se ainda não são tão competitivos assim, pelo menos já batem algumas modelos de fábrica.
Jorge Lorenzo ficou com a segunda posição no grid e deverá ser o grande adversário de Marquez neste domingo
É bom lembrar que o clima pode ser decisivo também na etapa deste domingo. Há grandes possibilidades de chuva durante a corrida, o que deixaria tudo mais equilibrado e imprevisível. É só lembrar da corrida de Rossi no ano passado, como foi citado. Certamente será um ingrediente a mais. Marquez e Lorenzo partem como favoritos, mas muita coisa pode acontecer.

Grid de largada

1º. Marc Márquez (ESP/Honda) 1min33s187
2º. Jorge Lorenzo (ESP/Yamaha) 1min33s217
3º. Andrea Dovizioso (ITA/Ducati) 1min33s603
4º. Cal Crutchlow (ING/Tech 3 Yamaha) 1min33s609
5º. Stefan Bradl (ALE/LCR Honda) 1min33s634
6º. Dani Pedrosa (ESP/Honda) 1min33s639
7º. Álvaro Bautista (ESP/Gresini Honda) 1min33s984
8º. Valentino Rossi (ITA/Yamaha) 1min34s009
9º. Bradley Smith (ING/Tech 3 Yamaha) 1min34s222
10º. Nicky Hayden (EUA/Ducati) 1min34s242
11º. Aleix Espargaró (ESP/Aspar ART) 1min34s754
12º. Randy de Puniet (FRA/Aspar ART) 1min35s086

13º. Andrea Iannone (ITA/Pramac Ducati) 1min35s062
14º. Michele Pirro (ITA/Pramac Ducati) 1min35s228
15º. Héctor Barberá (ESP/Avintia FTR-Kawasaki) 1min35s714
16º. Danilo Petrucci (ITA/Ioda Suter-BMW) 1min35s770
17º. Colin Edwards (EUA/Forward FTR-Kawasaki 1min36s221
18º. Karel Abraham (TCH/Cardion AB Aprilia) 1min36s271
19º. Claudio Corti (ITA/Forward FTR-Kawasaki) 1min36s330
20º. Michael Laverty (IRN/Paul Bird-Aprilia) 1min36s596
21º. Bryan Staring (AUS/Gresini FTR-Honda) 1min36s714
22º. Lukas Pesek (TCH/Ioda Suter-BMW) 1min36s768
23º. Yonny Hernández (COL/Paul Bird-Aprilia) 1min36s961
24º. Hiroshi Aoyama (JAP/Avintia FTR-Kawasaki) 1min37s523

Moto 2


E o clima instável da região de Le Mans acabou contribuindo para que o japonês Takaaki Nakagami marcasse sua primeira pole na Moto 2. O piloto da Iltratrans Kalex voou pouco antes de uma forte chuva cair sobre o circuito francês e garantiu o melhor tempo da sessão e, consequentemente, a posição de honra no grid. Alguns pilotos até tentaram voltar à pista para melhorarem suas marcas, mas a pista escorregadia impediu que isso ocorresse.
Japonês Takaaki Nakagami aproveitou-se da chuva para marcar sua primeira pole position na Moto 2
Grande favorito à vitória e um dos concorrentes ao título da temporada, o britânico Scott Redding ficou com o segundo melhor tempo. O dono da casa Johann Zarco fecha a primeira fila do grid. Esteve Rabat, Xavier Simeon e Nico Terol formam a segunda fila. Pol Espargaró abre a terceira, com o sétimo lugar,

Moto 3


Na Moto 3, o espanhol Maverick Viñales foi o mais rápido e anotou sua primeira pole na temporada. Vencedor da última corrida da classe e líder do mundial, o bom piloto espanhol ficou a 0s110 à frente do segundo colocado, o rápido português Miguel Oliveira. Outro dos favoritos à vitória e ao título, o alemão Jonas Folger fecha a primeira fila. 
Líder da Moto 3, Maverick Viñales alcançou sua primeira pole nesta temporada e busca sua segunda vitória seguida
Na segunda fila aparecem mais dois dos melhores pilotos do mundial até então, os espanhóis Alex Rins e Luis Salom, vencedores dos GPs dos EUA e Qatar, respectivamente, em quarto e quinto. Jack Miller fecha a segunda fila. Na terceira, dois parentes de pilotos: em sétimo parte Alex Marquez, irmão mais novo de Marc Marquez e em oitavo sai Isaac Viñales, primo do pole Maverick. A espanhola Ana Carrasco larga em 24ª e Eric Granado sai em 27°.

Fotos: MotoGP.com
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

E na segunda-feira...

Los pitacos do fim de semana.

F1


Começando pro quem está por cima no momento. A Ferrari mandou seus dois pilotos ao pódio em Barcelona, um grande resultado para o time. Mas que poderia ter sido ainda melhor, com uma dobradinha entre Alonso e Massa. O problema é que o brasileiro largou apenas em nono, depois de ser punido por atrapalhar Webber no Q2. Tivesse ele largado mais à frente, da mesma maneira que partiu neste domingo, teria ganho posições importantes e, quem sabe, superado Raikkönen na briga pelo segundo lugar.

Porém, todos pareciam bem satisfeitos nos boxes. Isso porque o resultado deste domingo mostrou algumas coisas interessantes para a escuderia. Primeiramente, é que o F138 é um bom carro, bem equilibrado e rápido em corridas. Isso será fundamental para que Alonso brigue pelo título de pilotos e para que a Ferrari brigue pelo campeonato de construtores. Aliás, tal trunfo também é importante no gerenciamento de pneus, que vêm se desgastando de forma absurda.
Ferrari sai de Barcelona em alta após pódio de seus dois pilotos. Time trabalhou muito bem durante a corrida
Segundo, a Ferrari tem trabalhado muito bem nas estratégias e nos pit stops. A tática de quatro paradas se mostrou acertada para Alonso e Massa, que puderam andar de forma agressiva o tempo todo. O espanhol, inclusive, anulou na pista a para a menos feita por Raikkönen. Chamar os pilotos no momento certo e trabalhar bem nas paradas, foi outro ponto fundamental.

E por último, a escuderia teve uma prova de que poderá contar com um Felipe Massa muito mais combativo em 2013. E o brasileiro poderá ser peça chave nos dois campeonatos, roubando pontos de adversários do espanhol e acrescentando aos números ferraristas. É, os italianos têm motivos para estarem otimistas.

Outro que foi bem é Kimi Raikkönen. Segundo, o finlandês diminuiu a diferença no mundial para Vettel. Acredito que será páreo duro até o fim da temporada, correndo por fora, pois a Lotus ainda é uma incógnita no quesito evolução. Não sabemos se os ingleses terão verba suficiente para fazer as melhorias que serão necessárias daqui pra frente. Sobre a prova, Kimi declarou que era inútil lutar com Alonso pela vitória. Declaração um tanto quanto conservadora, uma vez que o piloto sempre tem de buscar o primeiro posto, porém totalmente compreensível, e que mostra um piloto que conhece as limitações de seu carro e que segue em uma constante. Foi assim que ele foi longe em 2012. E é assim que deverá repetir o feito em 2013...

Quem também mostrou um pouco mais de animação foi Jenson Button, após o 'bom' oitavo lugar que conquistou. Claro que, para um campeão mundial que pilota para uma das mais tradicionais equipes do grid, esse seria um resultado péssimo. Contudo, as circunstâncias acabam fazendo com que ele e a McLaren considerem essa posição boa. E o campeão de 2009 espera que esse seja o começo de um avanço.

Já Red Bull e Mercedes... ahhhh, essas reclamaram.

Começando pelos rubro taurinos, não vi chororô por parte dos pilotos. Vettel considerou o quarto lugar um bom resultado, no fim das contas. Claro que o alemão queria mais, porém, ele reconheceu que Ferrari e Lotus estavam melhores e por isso, os 12 pontos conquistados não foram ruins, especialmente em termos de campeonato. Webber seguiu um discurso semelhante, e também não reclamou do quinto posto.

Dietrich Mateschitz fez duras criticas à Pirelli por conta dos atuais compostos fabricados pelos italianos
Entretanto, o presidente da marca, Dietrich Mateschitz, não poupou criticas à Pirelli, elegendo a fabrica italiana como a grande vilã para o desempenho discreto de seu time, uma vez que a RBR não tem feito um grande trabalho no gerenciamento dos pneus. O austríaco chegou a dizer que a F1 não é mais uma competição de corridas e sim de administração de pneus. Concordo em partes com as criticas. Sobre os pneus falarei mais abaixo. Com relação às reclamações, fazem parte, mas me parece mais chororô do que qualquer outra coisa. Se a Red Bull estivesse liderando com folga o campeonato, ninguém de lá falaria nada. Ou seja, é aquela famosa pressão, para ver se conseguem reverter uma situação que hoje não é favorável. O que a RBR tem de fazer é trabalhar para melhorar essa questão. Afinal, precisam jogar com o que têm.

Quem também não está nada satisfeito é o pessoal da Mercedes. Lewis Hamilton disse que não entendeu nada do que aconteceu e que o time vai precisar trabalhar para melhorar. O inglês reconhece que os problemas são, assim como os da Red Bull, com os pneus. Rosberg também teve um discurso parecido e acrescentou que Ferrari, Lotus e Red Bull estão se distanciando, apesar do W04 ser, reconhecidamente rápido. Os alemães vão ter de correr contra o tempo se quiserem ainda brigar por algo.

Acrescento mais duas críticas. Primeiro à FIA e essa regra ridicula de que um piloto não pode pegar sequer uma bandeira ao fim da prova para comemorar, como fez Alonso. Tudo bem que é uma forma de coibir certas atitudes que podem ser descabidas, mas algumas coisas podem ser relevadas. A comemoração do espanhol era uma delas. Aliás, a FIA é tão incoerente que se está na regra que é proibido fazer o que Alonso fez, ele deveria ser punido então. Mas não foi, mesmo tendo sido chamado pelos comissários, que devem ter lhe dado um sermão, apenas. Ainda bem. É esse tipo de comportamento que torna a F1 chata.

Outra coisa é em relação aos pneus. A Pirelli realmente precisa tomar algumas atitudes, pois os compostos não podem virar os protagonistas das corridas. Hoje discute-se muito mais sobre as estratégias do que sobre as ultrapassagens, mesmo com os recursos do KERS e do DRS. As corridas são definidas pelas paradas, por quem consome menos borracha. Fora que, em alguns casos, vemos pneus estourarem do nada, o que pode acarretar um acidente grave qualquer dia. 

GP2


Vi a primeira etapa da GP2 em Barcelona, que teve vitória de Robin Frinjs, porém não pude escrever sobre. Na segunda bateria, acordei apenas quando estava tocando o hino monegasco, pela vitória de Stefano Coletti, líder do campeonato.
Felipe Nasr terminou as duas provas na segunda posição e é o vice-líder da GP2 nesta temporada
Felipe Nasr foi o segundo nas duas corridas e é o vice líder da contenda. Vai bem o brasileiro, que deverá ser personagem na batalha pelo título do ano. Aliás, já está batendo na trave uma vitória do brasiliense. Creio que em breve ouviremos o hino brasileiro tocando mais uma vez.

Indy


Começaram neste fim de semana os primeiros treinos para as tradicionalíssimas 500 milhas de Indianapolis. No sábado, 13 pilotos na pista com Ed Carpenter liderando. Alguns pilotos mais experientes, como Helio Castroneves, Scott Dixon e Dario Franchitti, andaram com dois carros, buscando os melhores acertos. No caso do brasileiro, ele andou com o seu e com o bólido de A. J. Allmendinger, seu companheiro. Já a dupla da Ganassi andou com os carros titulares e reservas.

No domingo, os novatos deram as caras, com Carlos Muñoz, da Andretti liderando e sendo seguido por outros três carros do time. Allmendinger, outro novato na prova, foi o quinto.

Ainda estamos no início dos trabalhos. Muita coisa vai acontecer no mais tradicional circuito dos EUA.
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domingo, 12 de maio de 2013

Em casa, Alonso vence e faz a festa da torcida

Na Catalunha, caiu uma escrita. Desde 1997, o vencedor do GP da Espanha saia sempre da primeira fila. A última vez que o vitorioso da etapa não tinha largado nas duas primeiras posições, havia sido em 1996, com Michael Schumacher, de Ferrari. E foi o time italiano que, novamente, levou um piloto de fora da primeira fila a vencer. O dono da casa Fernando Alonso, quinto no grid, fez uma grande prova e triunfou pela segunda vez no ano e pela 32ª vez na carreira. É o quarto piloto com mais vitórias na categoria.

Com uma boa estratégia, o espanhol superou os rivais sem muita dificuldade e fez a festa da torcida. E mais importante. Deu um bom passo de volta à briga pelo título da temporada. Kimi Raikkönen e Felipe Massa completaram o pódio.

Estratégia da Ferrari dá vitória a Alonso e pódio a Massa


Se o GP da Espanha teve um grande nome, esse foi Fernando Alonso. Não só pela vitória, importante na briga pelo título, mas pelo conjunto da obra. Correndo em casa, o espanhol fez uma corrida muito agressiva e apoiado pela boa estratégia traçada pela Ferrari, conseguiu dominar a prova.

Alonso começou a ganhar a prova logo na largada, ao pular do quinto para o terceiro lugar, deixando Kimi Raikkönen e Lewis Hamilton para trás. Essas duas ultrapassagens foram fundamentais para que ele não perdesse tempo na busca pela liderança e para que a tática traçada pela Ferrari fosse mais efetiva. Em terceiro, o espanhol acompanhou Sebastian Vettel e Nico Rosberg, que liderava a prova nas voltas iniciais. Porém, logo o bicampeão deu seu pulo, parando antes de quem ia à sua frente.
Em casa, Alonso venceu pela segunda vez no ano e quebrou uma escrita no GP espanhol que durava 16 anos
Sendo o primeiro a realizar seu pit, Alonso teve pista livre para acelerar por algumas voltas, enquanto Vettel era limitado pelo desempenho de Rosberg. O resultado foi a subida do espanhol para a segunda posição, assim que o líder do campeonato parou. Duas voltas depois, foi a vez do ferrarista passar pelo piloto da Mercedes.

Desse ponto em diante, o bicampeão impôs um excelente ritmo de corrida, necessário para que a estratégia de quatro paradas funcionasse. Sempre veloz, tirando bom proveito do equilíbrio de seu bólido e do bom consumo de pneus de seu carro, Alonso construiu uma vantagem suficientemente boa para anular a tática de Kimi Raikkönen, que viria a parar uma vez menos. Tanto que, após parar pela terceira vez, Fernando ainda passou o rival da Lotus na pista, garantindo praticamente ali o triunfo em casa. Dali em diante, foi só administrar o primeiro lugar. Vitória totalmente merecida e importante para o decorrer do mundial.

Além de dar a vitória a Alonso, a boa estratégia do time de Maranello garantiu a Felipe Massa seu primeiro pódio no ano. O brasileiro foi outro piloto a andar bem hoje, fazendo uma prova bastante sólida e agressiva, especialmente no início. Largando em nono após uma punição com a perda de três posições por atrapalhar Mark Webber em uma volta rápida, o brasileiro já tinha recuperado o prejuízo nas primeiras voltas. E antes de parar pela primeira vez, foi ao quinto posto, passando por Hamilton.
Felipe Massa conquistou seu primeiro pódio no ano neste domingo. Brasileiro é o quinto no mundial de pilotos
A partir disso, Felipe, quarto depois de superar Rosberg, teve um desempenho semelhante ao do companheiro. Andou rápido e de forma agressiva o quanto pôde. Seu ritmo acabou não sendo suficiente para anular a estratégia de Raikkönen, apesar do brasileiro ter andado em segundo por algumas oportunidades. Mas foi suficiente para deixar Vettel para trás. Importante para ele, pois mostra sua solidez nesse ano, e para a equipe num todo, uma vez que ele 'tirou' três pontos do principal rival de seu companheiro na luta pelo título.

Raikkönen fica entre as duas Ferrari


A Ferrari tinha boas chances de fazer uma dobradinha hoje, algo que não acontece desde o GP da Alemanha de 2010. Contudo, Kimi Raikkönen não colaborou muito com os italianos nesse domingo e se intrometeu entre os dois bólidos vermelhos.

O finlandês, regular e consistente como de costume, fez mais uma excelente prova, também amparado por uma boa estratégia e por um carro muito equilibrado. Largando em quarto, Kimi perdeu uma posição para Alonso, mas pouco depois passou Hamilton para reassumir seu posto inicial. Com pneus desgastados, utilizados na classificação, Raikkönen parou mais ou menos no mesmo tempo em que seus principais adversários. No entanto, o piloto da Lotus partiu para uma tática diferente.
Estratégia de Raikkönen não foi suficiente para superar Alonso. Porém, o finlandês ficou à frente de Massa
Gerenciando bem o consumo de borracha, Kimi foi capaz de ficar mais tempo na pista do que os demais sem perder muito tempo em relação aos rivais. Dessa forma, se colocou em posição de brigar sim pela vitória, tendo um pit a menos a fazer. O campeão de 2007 liderou algumas voltas e até deu pinta de que era o grande favorito ao triunfo. Contudo, o forte ritmo de Alonso suplantou suas chances de vitória. Por outro lado, o segundo lugar não lhe escapou.

Vettel faz prova discreta; Mercedes é um desastre


Líder do campeonato, Sebastian Vettel fez uma corrida discreta. Apesar da boa largada, subindo para o segundo lugar, em nenhum momento o piloto da Red Bull se pôs na condição de favorito a vitória. Tanto que ele acabou superado por três pilotos que iniciaram a corrida atrás dele, mesmo superando dois que largaram na frente.

No fim, o resultado não foi um desastre para o alemão, que segue líder do mundial, apesar da diminuição de sua vantagem para Alonso e para Raikkönen. Em um campeonato equilibrado como esse, o importante é sempre estar pontuando. E Vettel vai fazendo isso muito bem.
Vettel fez corrida discreta e terminou em quarto. Alemão, no entanto, segue firme e forte na liderança do mundial
Outro discreto foi Mark Webber. Depois de perder várias posições na largada, o australiano resolveu ser mais agressivo em sua estratégia, sendo o primeiro a parar. Deu certo. Ele recuperou as posições que perdeu e ainda terminou em quinto. Para quem partiu do sétimo posto, está bom.

Quem não foi bem é a Mercedes. Tudo bem que já era esperado que o time alemão não tivesse um ritmo tão bom hoje quanto o da classificação. Mas o que aconteceu hoje, principalmente com Hamilton, foi um desastre. O inglês, que largou em segundo, foi ultrapassado por Vettel e Alonso na largada e por Raikkönen e Massa nas voltas seguintes. E dali para trás, foi uma queda livre. Sem conseguir desenvolver um bom ritmo, logo ele estava fora da zona de pontuação, brigando com Sauber, Toro Rosso, Force India e tomando ultrapassagem até da Williams. No fim, foi o 12°.
Pole, Rosberg começou bem, mas queda no rendimento da Mercedes lhe deixou em sexto no fim. Já Hamilton...
Já Rosberg teve um prejuízo menor. Pole, logo após a primeira parada o alemão perdeu várias posições. Porém, ele conseguiu se manter na zona de pontuação a corrida toda e apesar de cair para nono, no fim finalizou a etapa na sexta posição.

Force India, McLaren e Toro Rosso pontuam; Gutierrez vai bem


Completaram a zona de pontuação Paul di Resta, em sétimo, Jenson Button, em oitavo, Sergio Perez, em nono e Daniel Ricciardo, em décimo. Sobre esses pilotos, talvez o maior destaque vá para Button, que largou em 14° e chegou a perder três posições no início da corrida. Entretanto, com uma estratégia eficiente, o inglês galgou posições e encontrou seu lugar no top 10. Um resultado bem sólido, mesmo com o péssimo carro prateado.

Quanto aos outros três, tiveram méritos em se manter na zona (di Resta e Perez), ou chegar (Ricciardo). Mas o fizeram mais por herdarem posições alheias do que outra coisa.
Esteban Gutierrez fez uma boa prova e quase pontuou pela primeira vez. Mexicano anotou melhor volta da prova
Já Esteban Gutierrez fez sua primeira grande corrida na F1. Largando em 19°, o mexicano fez com que a tática da Sauber funcionasse perfeitamente. Largou bem e retardou ao máximo a primeira parada, tanto que chegou a liderar algumas voltas. Voltando ao pelotão intermediário, brigou com Hamilton, com Hulkenberg e com Sutil. Terminou a frente dos três e de quebra, marcou a melhor volta da prova. Uma ótima prova mesmo do menino, que ainda comete erros bobos.

No mais...


... nada demais. Caterham terminou a frente da Marussia. E achei exagerada a punição dada a Hulkenberg. O alemão tomou um 'stop and go' por um toque com uma Toro Rosso, quando saía de seu pit. Um 'drive thru' estaria de bom tamanho ao meu ver.

Resultado final

1º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 66 voltas em 1h39min16s596
2º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) a 9s3
3º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) a 26s0
4º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) a 38s2
5º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) a 47s9
6º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) a 1min08s0
7º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) a 1min08s9
8º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) a 1min19s5
9º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) a 1min21s7
10º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) a 1 volta
11º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) a 1 volta
12º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) a 1 volta
13º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) a 1 volta
14º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) a 1 volta
15º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) a 1 volta
16º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) a 1 volta
17º. Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) a 1 volta
18º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) a 2 voltas
19º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) a 2 voltas

Abandonaram 

Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) na 53ª volta
Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) na 22ª volta
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) na 9ª volta

Melhor volta: Esteban Gutiérrez (Sauber), 1min26s217 (média de 194,4 km/h)

Fotos: GPUpdate.net
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sábado, 11 de maio de 2013

Mercedes domina e faz dobradinha na Espanha com Rosberg na pole

Em Barcelona, a Mercedes voltou a comandar um treino classificatório, conquistando assim sua terceira pole consecutiva. E dessa vez, com direito a dobradinha de Rosberg, pole pela segunda corrida segunda, e Hamilton. Essa é também a terceira pole na carreira de Nico. Enquanto isso, Red Bull, Lotus e Ferrari vêm nas posições seguintes. A prova de amanhã promete.

Mercedes domina a classificação


Os alemães souberam esconder o jogo. Mesmo sem apresentar um ritmo que pudesse mostrar que estavam rápidos para a classificação durante os treinos livres, a Mercedes acabou dominando a sessão classificatória. Hamilton foi o mais rápido do Q1 e do Q2. Porém, foi Nico Rosberg quem comandou o Q3, marcando a terceira pole seguida do time bávaro, sua segunda consecutiva. E o inglês veio logo atrás, completando a dobradinha.

Ontem disse que a Mercedes não poderia ser descartada de uma briga pela pole. Os desempenhos recentes e a boa pré-temporada realizada no circuito espanhol credenciavam o time a estar em um dos postos de favorito para tal. E isso foi comprovado. Nico, piloto um tanto quanto subestimado, marcou duas voltas sensacionais no Q3, ao passo que Lewis não ficou muito atrás. São dois pilotos muito rápidos mesmo.
Dupla da Mercedes conseguiu primeira dobradinha da equipe em uma classificação desde que o time voltou à F1
Os alemães possuem um carro muito rápido e que parece se encaixar bem em diversos tipos de circuito. Contudo, isso é mais visível em classificações. Em ritmo de corrida, as flechas de prata não vão tão bem e isso é preocupante para amanhã. Mesmo sendo muito rápidos hoje, pode ser que amanhã eles não repitam a boa forma. Não seria nenhuma surpresa, pois já vimos esse filme na China, com Hamilton e no Bahrein, com Rosberg.

Por outro lado, duas coisas animam os pilotos da equipe prateada: o circuito de Montmeló não oferece lá grandes pontos de ultrapassagem. A dupla pode se aproveitar disso. E desde 1997 o vencedor sai da primeira fila. Será que Nico ou Lewis poderão manter a escrita?

Lotus, Red Bull e Ferrari no bolo


Com o domínio da Mercedes na sessão, Lotus, Red Bull e Ferrari ficaram relegadas a brigarem pelas posições seguintes. Na segunda fila, um carro da RBR, com Vettel, e outro da Lotus, com Raikkönen. Na fila seguinte, tudo vermelho, com os dois bólidos italianos, guiados por Alonso, quinto, e Massa, sexto. E na quarta fila, novamente um carro da Lotus e outro da Red Bull, com Grosjean e Webber.

As forças para essa etapa parece estar bem definidas, com esses quatro times brigando pela vitória. Só que essas três equipes possuem uma vantagem em relação à Mercedes: melhor ritmo de prova.
Líder do campeonato, Sebastian Vettel larga em terceiro, logo atrás das Mercedes. Alemão está entre os favoritos
Em quatro provas realizadas até o momento, essas foram as três equipes a vencer. A Lotus venceu na Austrália, com Kimi, a Ferrari na China, com Fernando, e a Red Bull na Malásia e no Bahrein, com Sebastian. E em todas essas corridas o diferencial foi o ritmo de corrida, uma vez que somente na Malásia o vencedor saiu da pole. Ou seja, estão provando que largar em primeiro não é lá grande vantagem. E amanhã a história pode se repetir.

Quem souber gerenciar melhor o desgaste de pneus e controlar bem o ritmo de prova terá grande vantagem, Ao meu ver, Lotus e Ferrari estão em melhores condições do que a Red Bull no momento. Entretanto, achava isso na etapa passada e Vettel dominou com muita folga a corrida, vencendo facilmente. Só vamos saber quem é quem após a largada.

Completando o top 10, apareceram Sergio Perez, em nono, e Paul di Resta, em décimo. Ver a McLaren no Q3 é e não é, ao mesmo tempo, uma surpresa. A equipe de Woking ainda segue com um carro muito ruim

No meio do grid, uma surpresa


No pelotão intermediário, ficaram um carro da McLaren, um da Force India, e os dois de Sauber e Toro Rosso. A surpresa foi o carro da McLaren na 14ª posição, com Jenson Button. Surpresa mais pelo piloto, uma vez que Sergio Perez foi ao Q3. Se esperava o contrário. Bem, isso mostra a má fase vivida por Button, que hoje mais reclama do que pilota. O outro carro da Force India, com Adrian Sutil, também ficou pelo caminho, em 13°, enquanto seu companheiro também esteve na última fase da classificação.
Jenson Button viu seu companheiro Sergio Perez alcançar o Q3 enquanto ele parte em 14°. Inglês tem reclamado muito
Bem esteve a Toro Ross, que bateu na trave de uma vaga no Q3 com seus dois pilotos, que estão em um bom fim de semana. Daniel Ricciardo larga em 11°, imediatamente à frente de seu companheiro, Jean-Eric Vergne. A Sauber, por sua vez, ficou com as duas últimas posições do Q2, com Hulkenberg em 15° e Gutierrez em 16°. Não é nem sombra da equipe sólida de 2012.

No fundo do poço grid


Pelo Q1, ficaram as já tradicionais componentes do grupo Marussia e Caterham, e a tradicionalíssima Williams, que vai de mal a pior. Sobre as duas primeiras, nenhuma surpresa. Ambas mantiveram o ritmo de sexta-feira, com a Caterham apresentando uma pequena evolução que já a coloca em uma posição melhor para brigar com sua principal rival. Tanto que Van Der Garde andou melhor do que o bom Bianchi. Já Chilton foi mais rápido do que Pic. Vai ser uma 'boa' briga entre as duas escuderias para ver qual é a menos pior.
Pastor Maldonado disse que não sabe o que aconteceu com o carro da Williams. Os dois pilotos ficaram pelo Q1
Já a Williams... ahhhh, a Williams. Ficou com seus dois pelo Q1, com Bottas em 17° e Maldonado, que não sabe o que está acontecendo com o carro, na posição seguinte. O time de Grove segue andando para trás. Muito para trás. De vencedores do GP no ano passado para as últimas posições.

Atualizando: Felipe Massa acabou punido por ter bloqueado Mark Webber durante uma volta rápida, no Q2. Com isso o brasileiro perdeu três posições e parte do nono lugar. O mesmo aconteceu com o mexicano Esteban Gutierrez, que atrapalhou Kimi Raikkönen no Q1. Acho um tanto quanto exagerada a punição a Massa. No ponto do incidente, ele não tinha como dar passagem para o australiano. No caso de Gutierrez, é até compreensível a punição. Um erro de novato.

Grid de largada

1º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 1min20s718 (12 voltas)
2º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) 1min20s972 (12)
3º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 1min21s054 (12)
4º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) 1min21s177 (17)
5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1min21s218 (12)
6º.  Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 1min21s308 (16)
7º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) 1min21s570 (12)
8º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) 1min22s069 (13)
9º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) 1min21s219 (12)*
10º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) 1min22s233 (17)

11º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) 1min22s127 (14)
12º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) 1min22s166 (12)
13º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) 1min22s346 (12)
14º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) 1min22s355 (9)
15º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) 1min22s389 (13)

16º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) 1min23s260 (9)
17º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) 1min23s318 (9) 
18º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) 1min24s661 (6)
19º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) 1min22s793 (15)*
20º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) 1min24s713 (6)
21º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) 1min24s996 (6)
22º. Charles Pic (FRA/Caterham-Renault) 1min25s070 (6)

(*) Punidos com a perda de três posições no grid.

Fotos: GPUpdate.net
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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Treinos livres em Montmeló

Enquanto isso em Barcelona, a F1 retorna às atividades. E com novidades, pelo menos para grande parte das equipes como já é tradicional que ocorra. Com a abertura da parte europeia do mundial, a maioria das equipes aproveita para lançar suas novidades mais significativas pensando na sequencia do campeonato. E é nesse clima, de ver quem evoluiu melhor seu equipamento, que aconteceram os primeiros treinos livres da categoria em Barcelona.

Na primeira sessão, com pista úmida, deu Fernando Alonso, comandando a dobradinha da Ferrari, com Felipe Massa em segundo e o francês Jean-Eric Vergne surpreendeu colocando a Toro Rosso em terceiro. Na pratica vespertina, foi a vez de Sebastian Vettel dar as cartas, com pista seca e sol , mas sem conseguir se livrar do espanhol, segundo colocado. Mark Webber completou a trinca.

Equilíbrio na frente...


Descartando a primeira sessão em um modo geral, uma vez que com pista molhada tudo tende a ficar nivelado, podemos dizer que Ferrari e Red Bull pularam na frente das demais na briga pela pole position. Vettel, Alonso e Webber, os três mais rápidos da tarde, ficaram separados por apenas 0s088. Felipe Massa, quinto colocado na sessão, foi três décimos mais lento do que o líder, o que não é uma diferença tão grande assim. Dessa forma, imagina-se que estes serão os times favoritos a figurarem nas duas primeiras filas do domingo.

Claro que não podemos descartar Mercedes e Lotus. Os alemães terminaram o dia em sexto com Lewis Hamilton e sétimo com Nico Rosberg. Mas vêm de duas poles seguidas - uma com cada piloto - e podem andar na frente novamente. Aliás, a Mercedes andou bem nos testes coletivos em Montmeló. O carro parece casar bem com a pista. Já a Lotus, teve em Kimi Raikkönen seu grande nome, com um quarto lugar. É outra equipe que não pode ser descartada lá na frente. Contudo, o time de Enstone rende mais em ritmo de corrida.
Sebastian Vettel marcou o melhor tempo do dia em Barcelona. Alemão parte como um dos favoritos à pole e à vitória
Aliás, falando em corrida, o ritmo de long runs da Ferrari preocupa Sebastian Vettel. Pode estar aí o grande trunfo dos italianos para voltarem a vencer, após um desastroso GP no Bahrein. O F138 já demonstrou que tem potencial para tal. Resta saber qual será também o ritmo da RBR, para ver em que posição estarão em uma possível briga. No Bahrein, Vettel andou muito e também pode repetir o feito em Barcelona.

... equilíbrio no meio


Se nas posições da frente as coisas parecem estar equilibradas entre os quatro melhores times, no bloco intermediário não é diferente. Force India, Toro Rosso e McLaren podem protagonizar uma boa disputa pelas posições que sobrarem no top 10.

A Force India vem mostrando nesse início de campanha que tem um bom bólido e vem conquistando resultados expressivos, como o quarto lugar de Paul di Resta em Sakhir, apesar de enfrentarem, vez ou outra, alguns problemas que fogem ao seu controle. Nesta sexta, os indianos mostraram novamente que poderão ter um bom desempenho no fim de semana.

A grande surpresa do dia, no entanto, foi a Toro Rosso, que andou em um ritmo parecido com o da Force India. Os carros das duas equipes se intercalaram entre a oitava e a 11ª posições, com a ordem Sutil, Vergne, di Resta e Ricciardo. É uma equipe que também pode aprontar na classificação e na corrida.
Jean-Eric Vergne, da Toro Rosso, surpreendeu na molhada sessão matutina anotando o terceiro melhor tempo
Já a McLaren segue na mesma draga. Nem as atualizações pareceram ter surtido algum efeito no carro. O resultado foi ver Button em 12º seguido por Perez. O inglês pouco andou na primeira sessão. Tão mal quanto a McLaren estão Williams e Sauber, nas posições seguintes. E pensar que o time de Grove venceu o GP espanhol de 2012 e que a escuderia de Hinwill fez uma temporada sólida no ano passado...

No fundão...


... a briga entre Caterham e Marussia parece melhorar. A equipe malaia passou a impressão de que evoluiu um pouco com as atualizações ao passo que o time russo não parece ter dado um bom passo adiante. Contudo, a tabela de tempos é bem parecida para as duas equipes, com Bianchi próximo de van der Garde e com Chilton perto de Pic. Mas nada que chame muito a atenção.

TL1

1º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1min25s252 (20 voltas)
2º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) a 0s203 (20) 
3º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) a 0s415 (25) 
4º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) a 0s790 (21)
5º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) a 0s960 (24)
6º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) a 1s122 (19) 
7º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) a 1s204 (20)
8º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) a 1s362 (21) 
9º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) a 1s369 (21) 
10º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) a 1s503 (16) 
11º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) a 1s688 (26)
12º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) a 1s809 (24) 
13º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) a 1s883 (6) 
14º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) a 1s998 (26) 
15º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) a 2s324 (24) 
16º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) a 3s121 (14) 
17º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) a 3s348 (19) 
18º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) a 3s635 (14) 
19º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) a 4s205 (11)
20º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) a 4s221 (21) 
21º. Rodolfo González (VEN/Marussia-Cosworth) a 5s062 (13) 
22º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) sem tempo (6)

TL2

1º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 1min22s808 (34 voltas)
2º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) a 0s017 (35) 
3º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) a 0s083 (36) 
4º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) a 0s222 (32)
5º. Felipe Massa (BRA/Ferrari) a 0s302 (37)
6º. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) a 0s332 (35) 
7º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) a 0s590 (45) 
8º. Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) a 1s032 (37) 
9º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) a 1s250 (31) 
10º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) a 1s296 (25)
11º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) a 1s367 (32)
12º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) a 1s498 (35)
13º. Sergio Pérez (MEX/McLaren-Mercedes) a 2s046 (31) 
14º. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Renault) a 2s080 (38)
15º. Nico Hulkenberg (ALE/Sauber-Ferrari) a 2s359 (38) 
16º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) a 2s513 (32)
17º. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) a 2s633 (37) 
18º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) a 3s043 (36) 
19º. Giedo van der Garde (HOL/Caterham-Renault) a 3s155 (30)
20º. Jules Bianchi (FRA/Marussia-Cosworth) a 3s270 (31) 
21º. Charles Pic (FRA/Caterham-Ferrari) a 4s122 (35)
22º. Max Chilton (ING/Marussia-Cosworth) a 4s162 (26)

Fotos: GPUpdate.net
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Um duelo que poderia ser épico

No último fim de semana aconteceu a quinta etapa do WRC, aqui ao lado, na Argentina. A prova foi vencida por Sebastien Loeb, que correu seu penúltimo rali na categoria, e teve o líder do campeonato, Sebastien Ogier, terminando no segundo posto, resultado que lhe fez ampliar sua já extraordinária vantagem na liderança do mundial perante o finlandês Mikko Hirvonen.

Porém, a etapa ocorrida no país do hermanos poderia ter um significado muito maior do que o cumprimento de simples objetivos pessoais de ambos - Loeb querendo mais uma vitória, a oitava vez no país, para adicionar ao seu já espetacular currículo e Ogier dando mais um passo rumo ao título. Esse poderia ser o ápice de uma rivalidade entre os compatriotas pela supremacia do WRC, com o piloto da Citroen tentando manter o posto de maioral e com o jovem da Volkswagen querendo provar que tem capacidade de derrotar o multi campeão.

Claro que não é possível afirmar com 100% de certeza que essa disputa aconteceria de fato, uma vez que há um número enorme de variáveis que poderiam mudar os rumos da competição. Entretanto, pelo desenho do campeonato, tudo indica que uma batalha pelo título entre os dois franceses seria totalmente cabível. E os números nos ajudam a entender isso.

Até o momento, em cinco etapas nesta temporada, Ogier conquistou 122 pontos, com três vitórias e dois segundos lugares. Já Loeb correu apenas três vezes, mas venceu dois ralis e chegou uma vez na vice liderança. Mesmo defasado em dois eventos, ele é o segundo colocado do mundial. Ou seja, somente os dois venceram. Para não mudar muito esse cenário, imaginemos que Loeb também tivesse dois segundos lugares nas etapas das quais não participou. Estaria com, no mínimo (sem contar Power Stages), com 104 pontos. Assim, a diferença dele para Ogier não seria tão grande e poderíamos sim ter uma boa briga direta pelo título.
Sebastien Loeb x Sebastien Ogier: essa tinha tudo para ser uma das grandes rivalidades do WRC
Mas há também, como mencionei, outros fatores que variam de acordo com cada situação e que poderiam ter uma influência muito grande em uma hipotética disputa. Coisas que vão muito além da frieza dos números.

Líder do mundial, Ogier sabe muito bem que não precisa vencer Loeb nos eventos que este disputar, pois sua briga não é diretamente com ele. O próprio piloto da VW já disse isso. Para ele, tanto faz se o eneacampeão vai vencer ou não. O importante é sempre fazer mais pontos do que o adversário. E competir dessa forma, parece mais tranquilo, pois há menos pressão dos outros concorrentes. Se Loeb estivesse fazendo uma temporada completa, certamente haveria um outro tipo de abordagem por parte de Ogier.

Com Loeb não é muito diferente, porque ele também corre sem responsabilidade de brigar por mais um título, de ter que vencer um evento atrás do outro. A pressão por resultados quase inexiste. Por mais que ele queira as vitórias nesses quatro eventos restantes, não muda muita coisa não vence-los. Ele parece querer aproveitar esses quatro últimos ralis, se divertir. No entanto, se estivesse fazendo uma temporada completa, certamente teria outro tipo de comportamento.

Sim, isso tudo que coloquei nas linhas acima é uma situação hipotética, que não passa de um sonho, de um devaneio, da imaginação de um fã em ver aquele que é o maior piloto do WRC de todos os tempos enfrentando um jovem que tem tudo para ser grande na categoria. Seria um belo embate de gerações e muito bom para a categoria, pois chamaria atenção. Enfim, aquele que dominou o mundial de ralis na última década estaria sendo desafiado. Pena que não vai acontecer. E assim, a coroa parece estar sendo passada de um francês para outro, apenas.

Foto: Zimbio.com
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