terça-feira, 20 de março de 2012

"O caso Massa" na Autosprint


Certa vez, ouvi de um pessimista a seguinte frase: "Não há nada tão ruim que não possa piorar". E tal sentença, que em alguns momentos de adversidade soa até como muito real, se encaixa perfeitamente ao caso de Felipe Massa nesse início de temporada da F1.

Não é de hoje que sabemos que a vaga do piloto brasileiro está em risco. Não é de hoje também que falamos que ele não apresenta desempenhos decentes guiando pela equipe de Maranello - o último, talvez, tenha sido naquele GP da Alemanha de 2009, onde ele teve de ceder o primeiro lugar a Alonso. E é exatamente por essa falta de uma performance mais satisfatória que a paciência com o brasileiro parece estar acabando na Itália.

Não bastassem as criticas dos 'tifosi', a imprensa italiana também começou a bater em Felipe. E coube à revista Autosprint a primeira cutucada, em um texto de Alberto Sabbatini, intitulado "O caso Massa exige uma decisão drástica". 

No artigo, o jornalista diz, entre outras - muitas - coisas, que Felipe tem sido 'inútil' para a equipe, pois não consegue pontuar, o que impede a escuderia de lutar pelo mundial de construtores, que o brasileiro, como piloto, não existe mais desde agosto de 2009 (quando sofreu aquele acidente na Hungria), fala dos maus desempenhos nos testes coletivos e na etapa de abertura do mundial e sugere que Massa seja substituído. No último paragrafo de seu texto, Sabbatini também indica dois nomes que, em sua opinião, poderiam acrescentar mais do que Felipe neste momento: Sergio Perez, hoje na Sauber e Jarno Trulli, que foi substituído por Vitaly Petrov na Caterham. 
Na onda do texto de Sabbatini, a Autosprint, em seu site, também resolveu fazer uma enquete para saber quem a Ferrari deveria contratar. E além dos nomes de Perez e Trulli, surgiram outros como Rubens Barrichello, Vitantonio Liuzzi, Jules Bianchi, Luca Fillipi e Davide Rigon, além da continuidade de Felipe. Até o momento deste post, o preferido na opinião do público é Sergio Perez, seguido de Trulli e pasmem, Barrichello. Massa é apenas o quarto ao lado de Fillipi e a frente de Rigon, Bianchi e Liuzzi.

Com todas essas opiniões contrárias à permanecia de Massa, surgindo não somente entre os torcedores mas na imprensa também, vê-se que sua situação na escuderia vermelha fica cada vez mais complicada, que pode começar a se tornar insustentável caso outro resultado desastroso aconteça.

Para o GP da Malásia, a Ferrari irá trocar o chassi da Ferrari número 6, pois encontrou alguns problemas no que foi utilizado na Austrália. Fazendo isso, a expectativa é que Massa tenha uma melhora. Contudo isso coloca mais pressão nele por um bom resultado. Uma faca de dois gumes que vai de encontro com algo que Fabio Seixas disse em seu blog e que concordo: em outras palavras, quanto mais é pressionado, menos Massa consegue render. E isso fatalmente vai culminar em sua saída da equipe. 

Como disse, a primeira frase resume bem a fase de Massa hoje...

PS: Quanto aos nomes sugeridos por Alberto Sabbatini e pela pesquisa da Autosprint, o que mais me agrada é o de Sergio Perez. O mexicano tem muito talento e seria uma boa aposta para o futuro. Muitos dizem que ele é um forte candidato à vaga em 2013. Esperemos. No caso dos outros, pra mim, Trulli, Liuzzi e Barrichello já tiveram suas chances na categoria enquanto os outros são jovens que podem entrar em uma fria. Têm de ganhar mais experiência, começar por uma equipe menor, como fez Perez. O mexicano é o mais indicado mesmo...


Foto: GPUpdate.net
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segunda-feira, 19 de março de 2012

Button x Hamilton: mais uma disputa começou


Jenson Button x Lewis Hamilton. Lewis Hamilton x Jenson Button. Mais uma vez, deveremos ter nesta a melhor disputa entre companheiros do grid. Ambos campeões mundiais, ambos talentosos, porém, com estilos diferentes, os pilotos da McLaren já travaram sua primeira disputa do ano em Melbourne. Hamilton começou melhor, marcando a pole, enquanto seu companheiro foi o segundo. Contudo, foi Button quem riu por último, vencendo a prova, sendo que Lewis terminou em terceiro.

Já falei aqui, em outras oportunidades, sobre o que acho de ambos e dessa disputa particular, que vai para sua terceira temporada. Hamilton foi melhor em 2010. Button triunfou em 2011. E quem será o vencedor desta contenda em 2012? Ainda é cedo para dizer. No entanto, o GP da Austrália já deu pequenas mostras de como ela poderá se desenvolver, com uma pequena vantagem para Button, em dois pontos.

O primeiro é em relação ao MP4/27. Claro que ainda é muito cedo para analisarmos a adaptação de cada piloto ao carro desta temporada. Entretanto, me chamou muito a atenção a facilidade com que Button conseguiu extrair um ótimo e constante desempenho do bólido durante as 58 voltas do domingo. Teve a corrida e o carro nas mãos durante todo o tempo e não correu riscos. Comportou-se como bem demais.
Hamilton, por sua vez, teve apenas bons momentos com o MP4/27 na Austrália. Conquistou a pole, teve algumas voltas rápidas, mas lhe faltou consistência na corrida. Com isso, não teve como acompanhar Button, que logo abriu uma confortável vantagem. Viveu um fim de semana de lampejos. No fim, Lewis acabou perdendo o segundo lugar para Vettel também.  

Temos de levar em consideração, é claro, as condições externas também, como adaptação aos pneus, às condições climáticas e até mesmo ao traçado. Tudo isso tem implicância no resultado final e varia de etapa para etapa. Pode ser que em Sepang a situação se inverta. Contudo, Button mostrou-se muito afinado com o bólido. Parece que ele se encaixa perfeitamente ao seu estilo de pilotagem. Um bom primeiro passo.

Outro ponto que gostaria de destacar: a expressão de frustração com o resultado obtido, demonstrada por Hamilton no pódio e na coletiva. É obvio que não dava para esperar sorrisos do campeão de 2008, afinal, ele largou na pole e terminou em terceiro vendo o companheiro vencer. Estar frustrado, bravo, decepcionado é absolutamente normal. O problema é que Lewis já mostrou que é mentalmente instável e pode não digerir bem o revés. Esse é o ponto crucial.

O que mais se espera dele nessa temporada é uma mudança nesse aspecto. Com a cabeça no lugar, todos sabem que Hamilton será muito competitivo, tornando-se favorito a vitórias e ao título. É só analisarmos os números do ano passado, por exemplo. Em 13 de 19 oportunidades, Lewis largou a frente de Button e ambos tiveram três vitórias. Só que Jenson foi muito mais consistente, mostrando que não basta ser apenas rápido.
Por isso, Hamilton tem de saber digerir as 'derrotas' e não ficar remoendo-as. Não adianta levar a frustração de um resultado para outro fim de semana. Isso só o atrapalhará e ajudará Button, que, esperto como é, poderá tirar bastante proveito disso.

Como eu disse, essa foi apenas a primeira prova do ano, é cedo para se fazer prognósticos. Ainda teremos 19 para ver quem se sairá melhor, já com o segundo capítulo desta batalha no próximo domingo. Tudo o que foi relatado acima são meras impressões, que podem mudar já em Sepang.

Fotos: GPUpdate.net e NextGen-Auto.com
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E na segunda-feira...

“Começar o ano com uma vitória é muito importante. Terminar com a pole de Lewis ontem e a vitória hoje, acho que nos coloca em uma ótima posição para as próximas corridas, então, tenho que agradecer a todos na equipe.”

A frase acima, de Jenson Button, resume bem o resultado obtido por ele e pela McLaren na etapa de abertura da F1. Muito importante. Importante porque pode dar mais confiança ao time nesse início de campeonato, em que a McLaren é a melhor equipe. E importante para o próprio, que também ganha moral, com um resultado sólido. Pelo ano que teve em 2011 e pelas perspectivas pós GP da Austrália, Button é favorito ao título deste ano.

Mas nem tudo foram flores no time de Woking. De cara amarrada, Lewis Hamilton não gostou nada do terceiro lugar. Também pudera. Largou na pole, mas não foi constante. Frustrado, Hamilton classificou seu desempenho como 'muito ruim' e afirmou que teve muitas dificuldades durante a prova. Mas o que mais preocupa a equipe e os fãs do inglês é como esse resultado pode afetá-lo. Com a vitória de seu companheiro, a pressão nele tende a crescer para que ele também consiga resultados melhores. E se ele não souber lidar com isso, vai acabar derrotado por Button novamente. Veremos como serão as cenas dos próximos capítulos.

Na Red Bull, nada de pânico. Apesar dos rubro taurinos não terem mais aquele domínio, como o do ano passado, os resultados em Melbourne foram satisfatórios. Um segundo e um quarto lugar não são ruins, pois muita coisa irá acontecer. Sebastian Vettel afirmou que o carro tem potencial. E Christian Horner disse que a McLaren não irá dominar o ano todo. Concordo com ambos. Creio que teremos boas disputas nessa temporada.

Na Ferrari, o desempenho na Austrália assustou. Mas Stefano Domenicali já disse que os problemas no F2012 já foram encontrados. Agora é trabalhar para solucioná-los. E isso tm de ser feito o mais rápido possível, para que os italianos não percam terreno.

Quem está animado mesmo com o resultado do fim de semana é Pastor Maldonado. O venezuelano não completou a corrida por conta de um erro na última volta, quando estava em sexto e pressionava o Alonso, é verdade. Mas para ele, o time de Grove acertou a mão no carro desse ano. Tanto que o campeão da GP2 em 2010 considera o FW34 mais lento apenas que a McLaren e a Red Bull, sendo superior à Ferrari. Não sei se é pra tanto. Só as próximas corridas dirão Se a Williams realmente está tão bem assim. Mas o carro é muito melhor do que o esperado. E isso pode colocar o time no caminho dos pontos em várias oportunidades, desde que os pilotos não façam bobagens como as de domingo...

Um dos destaques do domingo, Kimi Raikkönen, voltou a frisar que a F1 não mudou tanto desde sua última temporada, em 2009. E pelo visto ele tem razão. Podemos esperar boas corridas do finlandês nessa temporada.

Já os brasileiros tiveram de se explicar pela batida que protagonizaram. E ambos preferiram minimizar o fato, dizendo que tudo não passou de um acidente de corrida. É, tudo bem. Ainda acho que Felipe deu uma exagerada, mas se ninguém reclamou... queria ver se ao invés do Bruno, o envolvido fosse o Hamilton. Estariam falando um monte por aí...

Ainda sobre Felipe, é bom ele ficar esperto. Periga ele nem completar a temporada se seguir demonstrando esse desempenho fraco.

Mudando de assunto, pelo menos o automobilismo brasileiro teve uma boa notícia nesse fim de semana, que foi a primeira vitória de Nelsinho Piquet na Nascar. O triunfo não veio na Truck Series, competição que em que ele corre regularmente, e sim em uma categoria regional. Porém, isso não diminuí o feito. É bom ver que os brasileiros começam a cavar espaço na categoria com sucesso. Parabéns ao Nelsinho.
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domingo, 18 de março de 2012

Classificação da F1 - Equipes 2012

Posição Equipe PaísPontos
1º McLaren40
Red Bull  30
Sauber 12
Ferrari  10
Lótus 6
Toro Rosso  2
Force India  1
Mercedes  -
Williams -
10º Marussia -
11º Caterham Team  -
12º Hispania -
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Classificação da F1 - Pilotos 2012

Posição Piloto País Equipe Pontos
1º Jenson ButtonMcLaren25
Sebastian Vettel  Red Bull 18
Lewis Hamilton  McLaren 15
Mark Webber Red Bull 12
Fernando AlonsoFerrari10
Kamui KobayashiSauber8
Kimi RaikkönenLotus6
Sergio PerezSauber4
Daniel RicciardoToro Rosso2
10º Paul di Resta Force India 1
11º Jean-Eric VergneToro Rosso-
12º Nico RosbergMercedes -
13º Pastor MaldonadoWilliams-
14º Timo Glock Marussia-
15º Charles PicMarussia-
16º Bruno Senna Williams -
17º Felipe MassaFerrari -
18º Heikki Kovalainen Caterham Team-
19º Vitaly Petrov 
Caterham Team-
20º Michael Schumacher Mercedes -
21º Romain GrosjeanLotus-
22º Nico HulkenbergForce India -
23º Pedro de la RosaHispania-
24º Narain KarthikeyanHispania-
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Vitória com cara de Button


GP da Austrália já terminado há algum tempo, mas só agora escrevo sobre ele, após um merecido descanso. Uma bela corrida, como já é de costume em Albert Park, cheia de alternativas e com vitória mais do que merecida de Jenson Button.

O atual vice campeão do mundo foi soberbo durante a etapa. Liderou do inicio ao fim, com sobras, e sem dar chances aos rivais, com sua tradicional tocada suave. Uma pilotagem bastante segura, bastante consistente e que parece casar muito bem com esse novo carro da McLaren. É cedo ainda para falar em favoritismo, mas Button surge como um grande candidato ao título. E caso a McLaren siga dominando, como fez na primeira prova, o campeão de 2009 é nome forte para ser bicampeão.

Se Button foi bem, não podemos dizer o mesmo de seu companheiro, Lewis Hamilton. Pole position, Hamilton fez uma prova discreta. Perdeu a liderança e em nenhum momento conseguiu acompanhar o ritmo do líder. E de quebra, ainda perdeu o segundo lugar, que parecia certo, para Sebastian Vettel. Sua expressão de frustração após a prova disse muito.

Quem conseguiu ter um alento também neste domingo foi da Red Bull. O RB8 não é tão bom quanto seu antecessor. Mas teve desempenho suficiente para permitir a Vettel terminar entre as McLarens e deixar Webber bem próximo de Hamilton, em quarto. Por outro lado, se todos pensávamos que a McLaren seria a rival da Red Bull, vemos que os rubro taurinos serão os rivais dos ingleses.
Fechando o top 5 veio Fernando Alonso. E o espanhol mostrou novamente porque é o melhor piloto do grid. Com um carro bem abaixo das expectativas, podendo ser considerado até como a quarta força do campeonato, o bicampeão ainda assim o levou a uma posição, digamos honrosa, no braço, no talento. Alonso terá muito trabalho durante o ano para tentar levar a Ferrari a um nível melhor. Os italianos dependerão muito dele.

Mas o GP da Austrália não se resumiu às três principais equipes do grid. Outros destaques foram notados, tanto positivos quanto negativos. E teve um que foi os dois. Comecemos por ele. Que prova fez Pastor Maldonado. Com a Williams, o venezuelano já largava entre os dez primeiros colocados. E lá se manteve durante toda a corrida, com tudo se encaminhando para que ele terminasse em sexto, dando uma canseira em Alonso. Porém, na última volta, Maldonado fez besteira. Escapou na saída de uma curva e bateu forte, jogando pelo ralo um resultado que seria bastante expressivo.

E o acidente acabou mudando totalmente o resultado final da corrida. Sergio Perez, que vinha em sétimo, e Nico Rosberg, em oitavo, pegaram detritos na pista e tiveram seus pneus furados. Com isso, Kamui Kobayashi e Kimi Raikkönen ganharam duas posições, enquanto Paul di Resta e Daniel Ricciardo ganharam uma. Perez perdeu dois postos e Rosberg nem entre os dez ficou.

Voltando aos destaques positivos, a Sauber mais uma vez mostra que tem um carro bom e que vai brigar por pontos com frequencia. Sergio Perez fez uma corrida sensacional, largando em último, devido a uma punição, e andando sempre entre os dez, com apenas uma parada. E Kobayashi fez uma corrida consistente, com uma parada a mais que o companheiro, mas também frequentando a zona de pontuação.
Kimi Raikkönen também foi bem. Mesmo largando lá de trás, conseguiu fazer uma prova bem interessante. A Lotus tem um bom carro que, se não voltar a sofrer com problemas de confiabilidade, dará bastante trabalho.

Já entre os destaques negativos ficaram a Mercedes, que muito prometeu mas pouco fez, sem terminar com nenhum de seus carros na zona de pontuação, em circunstancias especiais, é verdade, além dos pilotos brasileiros. Esses, além de serem dizimados por seus companheiros, ainda se encontraram na pista, em uma das cenas mais bizarras dos últimos tempos, com a Ferrari de Massa e a Williams de Senna enganchadas.

A F1 vota a se encontrar já no próximo fim de semana, em Sepang, pista de condições totalmente diferentes das vistas em Melbourne. Uma chance para analisarmos o que podemos esperar, em um novo panorama.

Resultado final

1º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1h34min09s565
2º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 2s139
3º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 4s075
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 4s547
5º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 21s565
6º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 36s766
7º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), a 38s014
8º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 39s458
9º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), a 39s556
10º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 39s737
11º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), a 39s848
12º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 57s642
13º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), a 1 volta
14º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), a 1 volta
15º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), a 5 voltas
16º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), a 6 voltas

Não completaram

Felipe Massa (BRA/Ferrari), volta 47
Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), volta 39
Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), volta 35
Michael Schumacher (ALE/Mercedes), volta 11
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), volta 2
Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), volta 1

Foto: GPUpdate.net
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sábado, 17 de março de 2012

Lewis Hamilton marca primeira pole do ano


Quem estava pensando que a Red Bull continuaria a dominar a F1, errou redondamente. Os rubro taurinos, campeões incontestáveis em 2011, não passaram de uma terceira fila para o primeiro GP do ano, com Webber em quinto e Vettel em sexto. E pior. Viram a primeira fila ficar com seus principais rivais no ano, a McLaren. Lewis Hamilton marcou a primeira pole do ano, seguido de Jenson Button.

O resultado de Hamilton hoje não é qualquer coisa. Foi uma pole com autoridade. Autoridade de alguem que deve vir forte na briga pelo título. Autoridade de quem pôs a cabeça no lugar e que está 100% focado na F1. Lewis é um baita piloto, talentosíssimo. E que começa a dar mostras de que pode ser o campeão que todos imaginam. É muito cedo para se falar em favoritismo ao título. Mas quanto a corrida, ele surge como principal candidato aos 25 pontos.

Hamilton deverá ter como maior adversário seu companheiro, Jenson Button, que também fez um grande treino. Aliás, essa briga será muito boa durante o ano todo. Button é um piloto consistente e deverá usar isso como principal arma para tentar superar Lewis. Será uma disputa e tanto.
Se a dobradinha da McLaren não surpreendeu, a partir da segunda fila as zebras começaram a surgir. Alguém ai acreditava que Romain Grosjean poderia ser o terceiro colocado no grid? Eu não. Aliás, acho que nem ele. Por isso ele saiu do carro com um sorriso de orelha a orelha. Também pudera, com um resultado como esse, qualquer um estaria feliz. Vamos ver se ele conseguirá manter o bom nível amanhã.

A quarta posição ficou com Michael Schumacher, o que não pode ser chamado de surpresa. O alemão andou bem neste fim de semana e a Mercedes mostrou que deu um salto de qualidade. Hoje pode brigar de igual para igual lá na frente, o que é um grande passo para todo o time. Com certeza as flechas de prata brigarão pelo pódio e com alguma sorte, até pela vitória.

Como disse, a terceira fila ficou com a Red Bull. E isso é surpreendente. Todo mundo achou, durante os treinos livres, que a RBR estava escondendo o jogo, esperando a classificação. Não foi bem isso. Os rubro taurinos tiveram um dia discreto e acabaram longe da pole. O RB8 não é um dos carros mais estáveis do mundo, dando muito trabalho a seus pilotos. No fim, o resultado não agradou. Mas pelo menos um dos pilotos tirou algo de bom disso tudo. Webber terminou a frente de Vettel, o que pode lhe dar um pouco de confiança na disputa interna. Para ele será muito importante.

Ainda no top 10, algumas surpresas. Nico Rosberg em sétimo é algo normal. Porém, vemos em oitavo, nono e décimo, carros da Williams, com Pastor Maldonado, da Force India, com Nico Hulkenberg, e da Toro Rosso, com Daniel Ricciardo. Pilotos que geralmente deveriam brigar pelas posições intermediárias. Prova de que não é apenas a disputa lá na frente que estará equilibrada. São performances que merecem destaque.
Mas vocês não sentiram falta de algo? Ah, sim. Cadê a Ferrari? Pois é, o time italiano teve um fim de semana para esquecer. Todos imaginavam que o F2012 era uma carro difícil, 'complexo' como havia sido dito. Mas ninguém poderia crer que o bólido fosse tão ruim. Por muito pouco Felipe Massa não ficou de fora logo no Q1. Porém, não demorou muito para o piloto brasileiro deixar a disputa. Com um desempenho pífio no Q2, ele não passou de um miserável 16º lugar. Já Alonso era a esperança da equipe. E eu até acreditava que o espanhol levaria o carro ao Q3, na base do braço, do talento. Entretanto, o bicampeão deixou a disputa mais cedo, após rodar logo ao completar a primeira volta rápida. Ficou com uma nada boa 12ª posição. A crise em Maranelo ganha cada vez mais corpo.

O pelotão intermediário ainda terá os dois carros da Sauber, de quem eu esperava bem mais nos treinos. A equipe suíça ficou devendo bastante, após bons resultados nos treinos livres e de Kobayashi liderar o Q1. Quem sabe o desempenho na corrida seja mais consistente, fazendo com que seus pilotos briguem por pontos. Aliás no meio do grid muita gente tem chances disso.

Já no fundão, além das equipes nanicas, está Kimi Raikkönen. No entanto, o finlandês pode ser eximido de culpa. Vitima de problemas na caixa de direção de sua Lotus, Kimi mal andou nesse fim de semana. E sem quilometragem suficiente, ele acabou pagando com uma classificação ruim, o que surpreende, uma vez que o E20 mostra ter potencial. Vide a performance de seu companheiro, Romain Grosjean.

A temporada começa de maneira interessante. Parece que teremos um campeonato com mais alternativas.

Grid de largada para o GP da Austrália

1º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), 1min24s922 (14 voltas)
2º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min25s074 (15)
3º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), 1min25s302 (21)
4º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min25s336 (18)
5º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), 1min25s651 (17)
6º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), 1min25s668 (18)
7º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), 1min25s686 (16)
8º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), 1min25s908 (20)
9º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), 1min26s451 (18)
10º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), sem tempo (16)

11º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), 1min26s429 (12)
12º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 1min26s494 (12)
13º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), 1min26s590 (12)
14º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), 1min26s663 (16)
15º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), 1min27s086 (16)
16º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), 1min27s497 (16)
17º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), sem tempo (11)

18º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), 1min27s758 (9)
19º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), 1min28s679 (7)
20º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), 1min29s018 (8)
21º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), 1min30s923 (10)
22º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), 1min31s670 (9)

Eliminados pela regra de 107%

Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), 1min33s495 (6)
Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), 1min33s643 (6)


Fotos: GPUpdate.net
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sexta-feira, 16 de março de 2012

Treinos livres em Melbourne


Enfim, carros na pista de Albert Park para os dois primeiros treinos livres da etapa de abertura do mundial de F1, com Button sendo o mais rápido no primeiro e Schumacher no segundo. Uma chance para vermos quem realmente brigará por vitórias e quem fará apenas figuração neste campeonato. Pelo menos na teoria. Porque na pratica, a coisa ainda não foi muito reveladora por enquanto. Com sessões iniciadas com pista molhada e terminando com traçado seco, fica difícil realizar qualquer projeção, ainda mais com cada equipe fazendo seus testes particulares. Porém, algumas impressões já começam a surgir.

A primeira é de que a McLaren deverá ser a principal rival da Red Bull no ano. Com uma dobradinha na primeira sessão, a equipe de Woking parece ter um carro muito competitivo, o que animou seus pilotos, e que pode lhes dar condições de vencer a corrida, mesmo em condições normais. Não acredito que veremos uma diferença tão grande entre McLaren e Red Bull. Nem mesmo o desempenho discreto dos ingleses na segunda sessão apaga essa impressão.
Por falar em animação, os pilotos da Mercedes também devem estar muito animados. A equipe foi bem nos dois treinos livres, com Schumi liderando o segundo, e nesse momento parece estar a frente da Ferrari, pelo menos para essa etapa. Os alemães brigarão com os italianos de igual para igual. Resta saber se eles terão condições de fazer o mesmo com Red Bull e McLaren. Creio que irão incomodá-las, no mínimo.

Quanto a Red Bull, como de costume, não brilhou na sexta-feira. Mas não se enganem. A equipe dos energéticos continua como favorita até que se prove o contrário. Veremos o real potencial do time rubro taurino nestas sessões de sábado.

Já a Ferrari não teve muito o que comemorar nesta sexta. O carro 'complexo', como tem sido denominado, é muito nervoso e difícil. Felipe Massa disse que ainda não o entendeu. Aliás, o brasileiro sequer completou muitas voltas na primeira prática. Rodou sozinho e ficou parado na caixa de brita. Na segunda sessão, foi sétimo. A esperança dos italianos, mais uma vez, recaí nos ombros de Fernando Alonso. Vejo no espanhol a única chance da Ferrari poder brigar um pouco mais na frente, por conta de seu talento.
No pelotão do meio, Sauber e Force India mostraram ter carros bons e deverão estar na briga por um lugar no top 10 com a Lotus, que não teve um dia tão proveitoso. Com problemas no volante, Kimi Raikkönen pouco andou e classificou a sexta como inutil, enquanto Grosjean ainda vai se familiarizando com o E20.

No mais, nada que chamasse muito a atenção.

O sábado trará novas perspectivas sobre o que deveremos ver na corrida e nas primeiras etapas do ano. Vamos aguardar.

Primeiro treino livre em Melbourne

1º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), 1min27s560 ( 11 voltas ) 
2º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 0s245 ( 14 ) 
3º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 0s675 ( 17 ) 
4º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 0s800 ( 21 ) 
5º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 0s907 ( 21 ) 
6º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 1s123 ( 22 ) 
7º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), a 1s348 ( 23 ) 
8º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), a 1s855 ( 16 ) 
9º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), a 2s005 ( 8 ) 
10º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 2s162 ( 26 ) 
11º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 2s230 ( 21 ) 
12º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), a 2s305 ( 17 ) 
13º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 2s321 ( 18 ) 
14º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), a 2s393 ( 21 ) 
15º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 2s564 ( 22 ) 
16º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), a 2s955 ( 16 ) 
17º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), a 3s026 ( 16 ) 
18º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 3s183 ( 11 ) 
19º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), a 3s618 ( 17 ) 
20º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), a 4s423 ( 8 ) 
21º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), a 7s170 ( 8 ) 
22º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), a 12s96 ( 11 ) 
23º. Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), sem tempo ( 3 ) 
24º. Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), sem tempo ( )

Segundo treino livre em Melbourne  

1º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), 1min29s183 ( 16 voltas ) 
2º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), a 0s109 ( 19 ) 
3º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 1s016 ( 23 ) 
4º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), a 1s158 ( 13 ) 
5º. Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), a 1s526 ( 14 ) 
6º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 2s283 ( 13 ) 
7º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 2s322 ( 14 ) 
8º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), a 2s749 ( 16 ) 
9º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 3s001 ( 17 ) 
10º. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), a 3s011 ( 19 ) 
11º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 3s113 ( 20 ) 
12º. Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth), a 3s449 ( 17 ) 
13º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), a 3s584 ( 15 ) 
14º. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), a 3s639 ( 11 ) 
15º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 3s856 ( 18 ) 
16º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 4s069 ( 11 ) 
17º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), a 4s925 ( 21 ) 
18º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), a 5s092 ( 7 ) 
19º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), a 5s129 ( 17 ) 
20º. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), a 5s302 ( 29 ) 
21º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), a 5s421 ( 31 ) 
22º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), a 5s587 ( 13 ) 
23º. Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), a 13s444 ( 16 ) 
24º. Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), sem tempo ( 1 )

Fotos: GPUpdate.net
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