
A partir disso, muita especulação deverá surgir sobre tal tema. Algumas provas, que passam dificuldades, sejam financeiras ou de público, seriam as escolhas óbvias para deixarem o circo. Mas o tio Bernie tem também um plano de expansão para a F1. Por isso não me surpreenderia se ele cortasse provas na Europa também.

Não sou contra a F1 chegar a outros países, que não tem tanta tradição no automobilismo. Mas as coisas devem ser feitas de maneira que possa ser visto um bom espetáculo.
Como a ideia de Bernie é descentralizar a categoria, e que já vem sendo aplicada há algum tempo, até acho interessante que pistas como a de Valência, Sahkir ou Shangai saiam do calendário. São pistas que não proporcionam nada demais. Aliás, proporcionam de menos.
Porém, não creio que o quesito pista seja o primeiro a ser levado em consideração pelo velinho, vistos os circuitos que entraram nos últimos anos. Bernie é guiado por seu bolso e vai dar preferência para aqueles que paguem bastante, nesse caso, a Rússia e a India. Nos casos de Nova Iorque e Roma, são sonhos antigos.
É só vermos o exemplo da prova nos Emirados Árabes. Pagaram um caminhão de dinheiro para ter uma prova e gastarem outro em um circuito moderno, lindo e chato. Mas daqui a dois ou três anos vão parar de levar público às corridas, pois a prova não tem atrativos.

Quem quer receber a F1, deve investir em automobilismo, construuindo autódromos que ofereçam condições de receber a categoria e não oferecer as ruas da cidade como pista de corrida.
Não sou contra a ideia de expansão da F1, mas esse é um assunto que tem de ser tratado com seriedade, buscando levar corridas legais para os países que as recebem. Só assim se fideliza o público.
Fotos: Autosport.com
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