Review 2010 - GP2

A quarta parte dos reviews de 2010 irá falar sobre a GP2, principal categoria de acesso à F1, que já revelou nomes como Lewis Hamilton, Nico Rosberg, Heikki Kovalainen, Kamui Kobayashi, Lucas di Grassi, Bruno Senna entre outros. Vamos ao que interessa.

Review - GP2

Seu desempenho (pelo menos para mim) nunca foi algo destacado em seus três primeiros anos na GP2. Talvez por isso eu tenha me surpreendido tanto com o título de Pastor Maldonado nesse ano. Sabia que o venezuelano era rápido. Já tinha feito boas provas na categoria, vencido provas. Mas era também muito precipitado em alguns momentos e não parecia estar fadado ao sucesso. Contudo, em 2010, ele mostrou ser capaz de vencer sem correr tantos riscos. Amadureceu. E conquistou a taça de maneira incontestável.

Teve sorte também de estar em uma boa equipe, a Rapax (antes Piquet Sports) que lhe deu todas as possibilidades de vencer e andar bem. Isso conta muito em uma categoria tão equilibrada. Mas acredito que o que mais lhe ajudou foi a experiência de três anos na GP2.

Melhor Piloto - Como disse acima, Maldonado foi campeão incontestável. E por isso, o título de melhor piloto não poderia ir para outro. Foram seis vitórias (sempre nas baterias principais), um segundo lugar e um terceiro. No total, 87 pontos contra 71 do vice, Sergio Perez. E título assegurado com uma etapa de antecipação. Desempenho formidável e que além do título, assegurou-lhe uma vaga na F1 em 2011, pela Williams. Lógico que seus patrocinadores foram fundamentais para que essa oportunidade surgisse, mas o título lhe credencia ainda mais, sendo apadrinhado por Bernie Ecclestone. E com um padrinho desse, não tem como não se dar bem.

Pior Piloto - É difícil eleger o pior piloto na GP2. Parece até crueldade. Mas tenho que fazer isso. E por questões de desempenho (correu quase todas as provas e seu melhor resultado foi um nono lugar) o 'prêmio' fica com Vladimir Arabadzhiev.

Melhor Corrida - Pista boa proporciona corrida boa. É isso o que penso. E foi isso que vi na melhor pista que existe, Spa Francorchamps. Uma bela corrida na primeira bateria da GP2, vencida no sufoco por Pastor Maldonado. No sufoco porque Alvaro Parente, que fazia seu retorno à categoria exatamente nesta prova, deu uma canseira no venezuelano, chegando à pouco mais de três décimos atrás na hora da bandeirada. Foram muitas emoções. Sem contar que o piloto da casa Jerome D'Ambrosio já tinha dado trabalho para Maldonado, mas abandonou com problemas.

Pior corrida - Além de ser uma pista que não proporciona muitas chances de ultrapassagem, a primeira bateria da etapa da Hungria, em Hungaroring, foi estranha. O pole Sam Bird deixou o carro morrer e perdeu a ponta. Na largada seguinte, Davide Valsecchi deixou acontecer o mesmo. Quando largaram, Ho-Pin Tung e Jules Bianchi bateram forte e a prova foi interrompida. E quando ela voltou poucas emoções, a não ser pela batida entre Alberto Valério e Luiz Razia, com o primeiro levando a pior e abandonando.

O acidente - O acidente da temporada ficou na conta do tcheco Josef Kral em Valência, que resolveu dar uma voadinha por cima do mexicano Rodolfo Gonzales.



Após a aterrissagem nada confortavel, Kral reclamou de dores nas costas mas nada de mais grave aconteceu. Ainda bem.

Surpresa - Nesse ano para mim a surpresa não foi nenhum piloto em especifico, mas sim o ótimo desempenho de Maldonado e a forma com que el conduziu o campeonato e a vantagem que construiu sobre Perez, que tentou bastante, mas não foi capaz de superar o rival. O título veio em Monza, com uma rodada de antecedencia, mas pode se dizer que com a vitória em Spa, o venezuelano garantiu a taça, o que não é muito comum em uma categoria tão equilibrada.

Decepção - Fiquei um pouco decepcionado com Jules Bianchi e com Luiz Razia. O primeiro faz parte do programa de jovens talentos da Ferrari e tem todo o suporte que precisa para dar sequencia a sua carreira. Essa também foi sua primeira temporada e um terceiro lugar no campeonato é um ótimo resultado. Mas pela expectativa que se criou em cima do garoto, pareceu pouco. Já o brasileiro, em sua segunda temporada e correndo pela equipe campeã, passou em branco. A segunda vitória na categoria não veio. E olha que o baiano começou bem, marcando pontos e parecia que bateria seu companheiro. Mas problemas e acidentes (a maioria deles sem ser sua culpa) acabaram tirando-lhe a oportunidade de fazer uma temporada melhor e Razia acabou apenas em décimo primeiro.

Categoria em alta - Apesar de ser cada vez mais difícil chegar à F1, muitos pilotos da GP2 estão tendo oportunidade. Em 2011, Pastor Maldonado, Sergio Perez e Jerome D'Ambrosio estarão na categoria máxima do automobilismo. Além disso, Romain Grosjean, que correu pouco esse ano, já esteve lá, e Luiz Razia foi piloto de testes. Sobre os que estarão na F1 em 2011, os dois primeiros vão credenciados pelo título e o vice, mas não deixam de levar dinheiro, fundamental para quem quer entrar na categoria. Já D'Ambrosio, leva só o dinheiro.

Carro novo - A partir de 2011, a GP2 ficará mais próxima da F1, com um carro seguindo os moldes da categoria, com asas dianteiras maiores e traseira menor e outras peças aerodinamicas, e utilizando pneus iguais. A ideia é familiarizar ainda mais os pilotos com o que eles poderão encontrar na F1 se um dia lá chegarem. Uma ideia boa e que pode diminuir o tempo de adaptação dos pilotos.

Fotos: Autosport.com
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