Com três etapas disputadas até o momento, a GP2 já parece
ter o italiano Davide Valsecchi, da DAMS, como principal candidato ao título da
competição. Vencedor de três corridas, sendo duas delas na bateria principal, o
italiano é o grande destaque da temporada para muitos, até o momento, como não
poderia deixar de ser. Mas além do italiano, outros dois pilotos têm me
impressionado bastante. Falo dos brasileiros Luiz Razia e Felipe Nasr, que vivem situações distintas mas que estão fazendo um bom trabalho nesta temporada. E é deles que falarei neste post.
O baiano Razia começou o ano muito bem. Venceu a etapa de abertura da categoria em Sepang, chegou em quinto na segunda prova da pista malaia. Nas quatro provas realizadas no Bahrein foram dois segundos lugares e dois quartos lugares, resultados que lhe dão hoje a vice liderança do mundial. No momento, Razia parece ser o único piloto com condições de encarar uma disputa com Valsecchi pois, além dos bons resultados, ele tem
mostrado uma pilotagem consistente. Em uma disputa tão longa isso é de suma
importância.
Não podemos esquecer que essa é também uma temporada
decisiva para Razia. Desde 2009 na categoria, o brasileiro precisa mostrar
serviço, para quem sabe conseguir ingressar de vez na F1, seu grande objetivo. Atualmente ele integra o programa de pilotos da Red Bull e já foi test driver de Virgin e Lótus, hoje Caterham. Está na porta para atingir a meta. Mas falta um empurrãozinho, que pode vir da GP2.
Nunca
é demais lembrar que todos os campeões da GP2, a exceção feita a Giorgio Pantano
em 2008, chegaram à F1. E além deles, vários outros pilotos, com passagens não
tão vitoriosas pela GP2, chegaram lá. Por isso, ir bem na categoria, mesmo que não venha o título, pode ser um passaporte para a categoria máxima do automobilismo.
Em um momento totalmente diferente ao de Razia está Felipe
Nasr. O brasiliense estreia na GP2 neste ano, após conquistar, com sobras, o título
na F3 Inglesa. E tem feito um bom papel também. Até agora, em seis provas, Nasr
já tem um pódio (terceiro lugar na segunda bateria na Malásia) e ocupa o oitavo
posto na classificação geral. Início promissor.
Nasr está na equipe DAMS, atual campeã. Portanto, é
companheiro de Valsecchi. E ter como companheiro o cara que domina a temporada não é fácil. Entretanto, comparando o desempenho de ambos, levando-se em
consideração que o italiano é muito mais experiente (está em sua quinta temporada na GP2), vemos que
Felipe tem tido um bom início de campanha. Uma boa prova disso foi a última
bateria disputada em Sakhir, quando ele largou em 11º, fruto de uma punição na
prova anterior, e terminou em
quinto. Felipe é muito bom piloto e, com mais experiência,
poderá alcançar resultados mais expressivos em seu segundo ano de GP2. E não
duvidem de vê-lo vencendo ainda em 2012.
A próxima etapa da GP2 acontece na Espanha, abrindo a temporada européia. Vamos prestar muita atenção no que ambos farão a partir de agora, depois de um bom início. Acredito e espero que, tanto Razia quanto Nasr tenham chances de fazer belas apresentações e manter as boas performances.
Fotos: GPUpdate.net
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