
A volta do alemão à categoria, após um ano afastado por
estar envolvido em um processo judicial movido por Eric Lux, co-proprietário da
Lotus, por conta de uma briga entre ambos após o GP da China de 2011, não chega
a nos surpreender. No entanto, a forma com que seu retorno foi definido sim, chamou
a atenção, pois demorou muito para acontecer.
Acredito que essa demora tenha se dado por conta da atual
situação financeira que vive o dono da Force India, Vijay Mallya. Sabemos que
nos últimos meses, Mallya passou por muitas dificuldades nesse quesito,
especialmente com sua companhia aérea, a Kingfisher, que esteve (ou ainda está,
não sei ao certo) a beira da falência. Toda essa situação também acabou por dificultar
a vida de seu time na F1.
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Sutil andou, na última quinta-feira, com o carro da Force India na segunda bateria de testes coletivos, em Barcelona |
Por conta dessas dificuldades financeiras, obviamente o time
tentaria buscar um piloto que pudesse levar algum patrocínio que aliviasse um
pouco esse lado. E Sutil, provavelmente, se encaixou melhor nesse perfil.
O alemão, certamente, deve ter algum(s) bom(s) patrocinador(es)
para lhe bancar, enquanto Jules Bianchi, seu rival na disputa pela vaga, tinha
como trunfo ser piloto da academia de jovens pilotos da Ferrari. A Force India aparentava
querer se aproximar dos italianos para ter uma parceria técnica a partir de
2014. Seria uma troca de favores. A FI daria quilometragem ao francês e a
Ferrari iria se dispor a ser parceira dos indianos.
Analisadas as contrapartidas de ambos, a do alemão parece
ter sido a mais vantajosa ou a que representasse menos perigo para a saúde
financeira do time. Isso justifica a escolha. Negócio da F1.
Claro que o discurso e a justificativa para a contratação de
Sutil não foi essa. Segundo Mallya, a opção pelo piloto alemão se deu por conta
de sua experiência na categoria e por sua relação com o time. Foram quatro
temporadas na escuderia (além de uma na Spyker, que virou a Force India).
Discurso padrão, praxe. Mas que também não deixa de ser verdade, ainda mais
para uma equipe que quer se estabilizar.
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Após ficar afastado da F1 em 2012, Sutil voltará para tentar recuperar o espaço perdido na equipe e na categoria |
Arriscar com um novato pode representar perda de pontos no
campeonato. E sabemos que quanto melhor for a posição final de um time no
mundial, maior é a parte na divisão do dinheiro a ser recebido. Com Sutil, que
considero um piloto comum, a garantia de ter performances mais consistentes,
teoricamente, são maiores. Seu histórico de alguns desempenhos de destaque ao
longo de suas cinco temporadas e 90 GPs na categoria, apesar de nunca ter conseguido
grande destaque, falam por si só.
Vamos ver o que acontece já a partir desta quinta, com o
início da última bateria de testes em Barcelona.
Fotos: GPUpdate.net
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